Anvisa autoriza alegação da creatina para adultos 55+
Texto autorizado relaciona o consumo diário, associado ao treino de resistência, à força muscular.
A creatina, suplemento frequentemente associado a academias e ao desempenho esportivo, passa a ter uma alegação autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltada a pessoas com mais de 55 anos, segundo material divulgado pela BRASNUTRI – Associação Brasileira de Suplementos Alimentares.
O novo texto permite informar que o consumo diário de creatina, quando associado ao treinamento de resistência regular, pode aumentar o efeito desse treino na força muscular nessa faixa etária. A autorização, portanto, não apresenta o suplemento como substituto do exercício nem como benefício desvinculado da prática regular de treinamento de resistência.
O que diz a nova alegação da Anvisa
De acordo com o material da BRASNUTRI, a alegação autorizada é específica: “o consumo diário de creatina associado ao treino de resistência regular pode aumentar o efeito do treinamento de resistência na força muscular em adultos com mais de 55 anos”.
Até então, a alegação permitida para o ingrediente estava principalmente ligada ao aumento do desempenho físico em exercícios repetidos, de curta duração e alta intensidade. Com a nova autorização citada pela associação, o foco passa a incluir o efeito associado ao treino de resistência na força muscular de adultos 55+.
Força muscular e autonomia
A mudança também aproxima a discussão sobre creatina do envelhecimento saudável. No material divulgado, a preservação da força muscular é relacionada à mobilidade, à independência e à capacidade de realizar tarefas cotidianas.
Para Aline Goettert, nutricionista e diretora executiva da BRASNUTRI, a atualização amplia a forma de olhar para o suplemento. “A creatina deixou de ser um suplemento associado apenas à performance esportiva. Quando falamos de pessoas acima dos 55 anos, preservar força muscular significa também preservar autonomia e qualidade de vida. A nova alegação da Anvisa reforça uma discussão que já vinha ganhando espaço na ciência”, afirma.
Segundo a BRASNUTRI, estudos e meta-análises vêm mostrando resultados favoráveis para a creatina em adultos mais velhos, sobretudo quando a suplementação é combinada ao treinamento de resistência. A entidade destaca que é essa associação entre suplemento e exercícios regulares de resistência que está contemplada na nova alegação.
O que informa a análise de segurança citada
O material da BRASNUTRI também cita uma ampla análise de segurança publicada em 2025, reunindo 685 ensaios clínicos e mais de 12 mil participantes. Segundo a associação, cerca de 95% dos estudos incluídos utilizaram creatina monohidratada.
A análise, ainda de acordo com a BRASNUTRI, não encontrou diferença significativa na frequência geral de efeitos adversos entre participantes que receberam creatina e aqueles que receberam placebo. A entidade apresenta esse levantamento como parte do avanço das pesquisas relacionado à evolução regulatória do ingrediente.
O limite da autorização permanece claro: conforme ressalta a BRASNUTRI, a creatina não substitui a atividade física. O benefício reconhecido pela Anvisa, segundo o material, está associado à prática regular de treinamento de resistência.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



