Criança sempre doente? Quando infecções pedem atenção

A pediatra Mariana Bolonhezi explica por que viroses podem se suceder na infância e quais sinais merecem avaliação individual.

Para muitas mães e pais, a impressão é familiar: a criança melhora da coriza e logo surge uma tosse, uma febre ou uma dor de garganta. Mas, segundo a pediatra Mariana Bolonhezi, essa sequência de infecções pode fazer parte dos primeiros anos de vida — sobretudo quando a criança frequenta creche, escola ou convive com irmãos em idade escolar.

O ponto principal não é apenas quantas vezes a criança ficou doente, mas como são esses episódios e o que acontece entre eles. “O sistema imunológico está em fase de aprendizado, e a criança está sendo exposta a microrganismos com os quais ainda não teve contato”, explica Mariana. Assim, muitas vezes não se trata de uma doença que voltou, mas de uma nova infecção viral adquirida pouco depois da anterior.

Tosse e coriza podem durar mais que a infecção

Nem todo sintoma persistente significa uma nova virose. De acordo com Mariana Bolonhezi, tosse e coriza podem continuar por dias ou até semanas após uma infecção respiratória, mesmo quando a criança já está em recuperação.

“A tosse pode durar mais do que a febre, por exemplo. Por isso, é importante observar a evolução do quadro como um todo, e não apenas a presença de um sintoma isolado”, orienta a pediatra. Na prática, idade, rotina, exposição a ambientes coletivos e o intervalo entre um episódio e outro ajudam a compreender o cenário.

Quando a frequência das infecções vira sinal de alerta?

Infecções de repetição podem ocorrer na infância, mas alguns sinais justificam uma avaliação mais cuidadosa com o pediatra. Mariana Bolonhezi cita quadros muito graves ou prolongados, infecções que exigem internação, necessidade frequente de antibióticos, pneumonias de repetição e infecções por microrganismos pouco comuns.

A dificuldade para ganhar peso ou crescer também merece atenção. Para a pediatra, o número de episódios isoladamente não define se existe um problema: é preciso entender a gravidade, a recuperação e o desenvolvimento da criança entre uma doença e outra.

“Se a criança se recupera bem e volta a brincar, comer, dormir e se desenvolver normalmente entre as infecções, isso é um ótimo sinal”, afirma Mariana. Já uma recuperação incompleta, quadros muito intensos ou impactos no crescimento e na rotina devem motivar uma conversa com o pediatra.

Nem sempre é uma questão de imunidade

Segundo a pediatra, alergias respiratórias e asma também podem provocar sintomas que parecem novas infecções, como nariz entupido, tosse recorrente, secreção e chiado. Por isso, antes de recorrer por conta própria a vitaminas, suplementos ou medicamentos para “aumentar a imunidade”, a recomendação é investigar a origem da recorrência.

Mariana Bolonhezi aponta alimentação adequada, sono de qualidade, vacinação em dia, atividade física e acompanhamento pediátrico regular como pilares da saúde infantil. A orientação é equilibrar atenção e calma: não banalizar sintomas, mas também não concluir automaticamente que toda criança que adoece com frequência tem baixa imunidade.

Material de referência

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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