Leitura infantil: quando a tela vira convite para os livros
Parceria entre Kiddle Pass e Dentro da História aposta em livros personalizados para aproximar crianças da leitura, sem substituir o papel.
E se, em vez de colocar tela e livro em lados opostos, a família encontrasse histórias no próprio celular? Essa é a proposta da parceria entre Kiddle Pass e Dentro da História, que completa um ano em outubro. Segundo as empresas, foram disponibilizados mais de 8 milhões de resgates de livros para quase 2 milhões de famílias nesse período — o dado se refere à disponibilidade de resgates, não a leituras concluídas.
O Dia Nacional da Leitura, celebrado em 12 de outubro, também Dia das Crianças, dá contexto à iniciativa: transformar parte da experiência digital em contato com narrativas nas quais os pequenos se reconhecem.
A criança entra na história
A Kiddle Pass é uma plataforma brasileira de experiências digitais educativas para crianças de 3 a 12 anos. Na seção Você na História, dentro da Estante de Livros do aplicativo, os assinantes encontram títulos da Dentro da História, editora de livros personalizados.
A família escolhe uma aventura e cria um personagem que representa a criança. Ela passa, então, a ocupar o papel principal da narrativa, ao lado de personagens que já conhece.
“Quando a criança se vê como parte da história, ela se identifica com a narrativa e se interessa mais pela leitura. Isso fortalece o hábito de ler, além da autoconfiança e da proatividade no dia a dia”, explica Fernanda Sotelo, co-fundadora e Chief Experience Officer da Kiddle Pass.
A identificação é o ponto central da proposta. Em vez de apenas acompanhar o que acontece com outro personagem, a criança encontra uma representação de si dentro da aventura.
Leitura compartilhada ou independente
A leitura acontece no celular ou no tablet, dentro do próprio aplicativo. Pode ser feita pela criança sozinha ou junto com a família. Os títulos ficam guardados em uma biblioteca pessoal e podem ser relidos em diferentes dispositivos.
Para quem acompanha as primeiras leituras, a organização do acervo também faz parte da experiência. Os livros são divididos em níveis iniciante, intermediário e avançado, além de categorias como educação emocional, cidadania, educação ambiental, fábula e fantasia.
A estante reúne títulos de Tonia Casarin, autora da série Monstrinhos, e histórias de marcas conhecidas do público infantil, como Galinha Pintadinha, Show da Luna e Mundo Bita.
Uma ponte, não uma substituição
Flávio Aguiar, co-fundador da Dentro da História, que celebra dez anos de atuação em 2026, associa a personalização ao sentimento de pertencimento. Segundo ele, ser protagonista ajuda a criança a reconhecer sua importância naquele universo e cria uma conexão emocional com a leitura.
Na proposta das empresas, a tecnologia não substitui o livro físico: funciona como um ponto de partida, especialmente para crianças que ainda não encontraram no papel seu primeiro convite às histórias.
Para as famílias, o aspecto mais próximo do cotidiano está nessa possibilidade de ler junto, acompanhar uma aventura e voltar a ela depois. A tela deixa de ser apresentada apenas como entretenimento e passa a abrigar também um encontro com os livros.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



