Comunidade Sarnelli busca parceiros para ampliar apoio a jovens
Associação criada em 2025 com liderança da Plaenge quer fortalecer o projeto e retomar atividades em Campina Grande do Sul.
Moradia, alimentação e apoio para estudar e trabalhar podem ajudar jovens em situação de vulnerabilidade a construir novos caminhos. Há mais de 30 anos, a Comunidade Sarnelli oferece esse suporte em Curitiba. Agora, a Associação de Amigos da Comunidade Sarnelli (AACS), criada em 2025 com liderança da construtora Plaenge, busca fortalecer o projeto e ampliar sua rede de parceiros.
A associação foi criada após a morte, em 2024, do padre irlandês Patrick Kevin McGillicuddy, fundador da comunidade. A Plaenge é parceira da iniciativa desde que chegou a Curitiba, em 2003. A entidade pretende mobilizar recursos, estabelecer parcerias e contribuir para a continuidade do trabalho social.
Acolhimento que acompanha novos começos
Atualmente, seis jovens adultos, entre 18 e 27 anos, vivem na casa da comunidade, no bairro Parolin. Eles conciliam estudos e trabalho e contam com moradia, alimentação e apoio à saúde enquanto se preparam para os próximos passos.
Douglas de Andrade, de 26 anos, passou a infância e a adolescência em uma casa de acolhimento. Com o apoio da Sarnelli, conquistou uma bolsa de estudos, formou-se em Odontologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) e hoje trabalha como dentista. Ele continua morando na comunidade e ajuda nas tarefas da casa enquanto busca estabilidade para viver de forma independente.
“Como não tenho família, preciso de estabilidade financeira para conseguir viver sozinho. Meu sonho agora é passar em um concurso”, conta Douglas. Ele também descreve a permanência na casa e o apoio recebido como uma forma de agradecer pelas oportunidades que teve.
Experiência que se transforma em apoio
Bruno Gabriel da Silva chegou à comunidade aos 16 anos, após enfrentar dificuldades na escola e situações de vulnerabilidade. Acolhido em uma casa do projeto em Campina Grande do Sul, retomou os estudos e conquistou uma bolsa integral para cursar Sistemas de Informação na PUC. Viveu na comunidade por mais de cinco anos, até conseguir emprego e maior independência. Hoje, é casado e pai de dois filhos.
Ricardo dos Santos Cruz, de 53 anos, também conhece o acolhimento por experiência própria. Morador do Parolin, aproximou-se do padre Patrick em 1996, quando enfrentava problemas com álcool e drogas. Depois de pedir ajuda, foi encaminhado para tratamento e, anos mais tarde, passou a atuar como educador social na comunidade. Hoje, acompanha os jovens e contribui com orientação no cotidiano da casa.
“A comunidade foi fundamental para me ensinar a ser uma pessoa boa e responsável. Tudo o que sei de bom aprendi aqui”, afirma Ricardo. Outro educador social ligado à trajetória do projeto é Sérgio Silva, amigo e discípulo de Patrick desde 1992, que participou ao lado dele da fundação da iniciativa.
Associação quer ampliar a rede de apoio
Além da casa do Parolin, a AACS busca parceiros para retomar as atividades na sede de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O espaço tem capacidade para atender mais de 50 jovens e conta com áreas de lazer, convivência e estudo.
A associação reúne parceiros institucionais como a PUC, o Grupo Positivo, o SESI, o SENAI, a Andersen Ballão Advocacia e o Sinduscon. A comunidade também conta com apoiadores do Brasil e do exterior desde 1994. A proposta é ampliar essa rede para dar continuidade ao trabalho iniciado por Patrick e oferecer oportunidades a mais jovens por meio da educação e do acolhimento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



