95% das propostas presidenciais para a Saúde em 2026 exigem recursos extras

Levantamento do IEPS revela falta de fontes de financiamento e detalhamento nos planos de governo

Quase todas as propostas para a saúde nos planos de governo dos candidatos à Presidência da República em 2026 exigem recursos adicionais, mas não indicam a origem desses recursos. Essa é uma das principais conclusões do levantamento “Os planos de governo para a saúde nas eleições presidenciais de 2026”, elaborado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em parceria com a Umane.

O estudo analisou 95 propostas de seis candidatos que possuem 2% ou mais de intenção de voto. Além da ausência de indicação da fonte de financiamento, 47% das propostas também não detalham como seriam executadas, o que pode dificultar a concretização das ações durante o mandato.

Orçamento e execução

Segundo Julia Pereira, gerente de relações institucionais do IEPS, o orçamento atual para a saúde já é insuficiente, e a demanda por recursos adicionais pode agravar esse cenário. Ela destaca ainda que alguns candidatos defendem o fim do piso da saúde ou falam em cortes para o setor.

Sem a indicação clara de financiamento e um plano de execução, as propostas correm o risco de se resumir a promessas de campanha, alerta Pereira.

Dependência dos estados e municípios

Outro desafio identificado é a necessidade de articulação com estados e municípios para a implementação das propostas. O levantamento aponta que 83% das iniciativas dependem dessa coordenação. Como a capacidade institucional varia entre os entes federativos, o governo federal precisaria desenvolver estratégias para apoiar esses parceiros na execução das ações.

Além disso, 56% das propostas correspondem a políticas ou programas já existentes, mas são apresentadas como novidades nos planos de governo. Um exemplo citado é a proposta de usar o CPF como identificador no Sistema Único de Saúde (SUS), medida que já está regulamentada desde 2025.

Temas pouco abordados

O estudo também destaca que os planos de governo não apresentam propostas consistentes para enfrentar os impactos das apostas on-line, das mudanças climáticas e do ambiente digital na saúde da população e no SUS, ou tratam esses temas de forma superficial.

Esses desafios, que nascem fora do setor da saúde, geram grande demanda assistencial e pressionam o sistema. A Agenda Mais SUS 2027-2030 enfatiza a necessidade de incluir essas questões como prioridade para o próximo ciclo político.

O levantamento oferece um panorama das propostas para a saúde nas eleições de 2026, auxiliando eleitores a avaliar não apenas as promessas, mas também a viabilidade de execução e financiamento das políticas públicas apresentadas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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