89% dos brasileiros veem crianças vulneráveis a violências na internet

Pesquisa Infinis/Quaest revela preocupações com bullying digital e segurança escolar

Quase nove em cada dez brasileiros consideram crianças e adolescentes muito vulneráveis a crimes e violências na internet. Além da percepção de risco, 33% afirmam conhecer alguma criança ou adolescente que já foi humilhado, xingado ou sofreu bullying ou constrangimento social no ambiente digital, segundo pesquisa realizada pelo Infinis – Instituto Futuro é Infância Saudável em parceria com a Quaest.

O relatório “Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes no Brasil” aborda a proteção do público infantojuvenil em espaços de convivência, como a internet e as escolas. A pesquisa também revela que 73% dos entrevistados consideram as escolas pouco ou nada seguras para crianças e adolescentes.

Riscos no ambiente digital

Entre as situações concretas relatadas pelos entrevistados, 25% conhecem crianças ou adolescentes que receberam mensagens com conteúdo sexual, enquanto 20% mencionam casos de convites para encontros presenciais com estranhos. Outros 18% relatam divulgação de informações pessoais com o objetivo de intimidar ou perseguir, e 10% conhecem jovens que tiveram imagens falsas e constrangedoras criadas por inteligência artificial.

A supervisão do uso da internet por crianças e adolescentes é amplamente defendida: 96% dos brasileiros consideram que pais ou responsáveis deveriam acompanhar o conteúdo acessado. Na prática, o acompanhamento varia conforme a idade, sendo de 94% para crianças de 0 a 5 anos e caindo para 68% entre adolescentes de 15 a 17 anos.

Quanto às medidas de proteção, 56% defendem o bloqueio de conteúdos perigosos nas redes sociais para crianças de até 11 anos, enquanto 49% consideram importante que os responsáveis observem contas e conversas, e 46% apoiam limitar o tempo de uso. Para adolescentes de 12 a 17 anos, o bloqueio de conteúdos perigosos é citado por 49%, e orientação para uso seguro, monitoramento e limite de tempo são mencionados por 44%.

Percepção de insegurança nas escolas

Entre os que consideram as escolas pouco ou nada seguras, 70% apontam a violência entre alunos como um dos motivos, 8% citam violência praticada por professores ou outros profissionais contra estudantes, e 18% mencionam ambas as situações. A percepção de insegurança predomina em todas as regiões do país.

Para tornar as escolas mais seguras, 46% dos brasileiros priorizam fortalecer a capacidade das escolas e das famílias para reconhecer e acompanhar casos de violência. Dentro desse grupo, 23% defendem maior participação das famílias e outros 23% destacam a necessidade de professores preparados para identificar essas situações.

Confiança nas instituições de proteção

A pesquisa também avaliou a confiança dos brasileiros nas instituições que compõem a rede de proteção de crianças e adolescentes. Psicólogos e serviços de aconselhamento lideram com 60% dos entrevistados confiando muito, seguidos pela polícia (49%) e pelo Conselho Tutelar (46%). Assistentes sociais e centros de referência social contam com 42%, enquanto unidades básicas de saúde, hospitais e clínicas têm 40% de confiança alta.

Por outro lado, apenas 30% dos brasileiros afirmam confiar muito nas escolas, enquanto 55% confiam pouco e 14% não confiam nas instituições de ensino.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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