Exames de sangue antes da cirurgia: o que eles revelam
Hemograma e testes de coagulação orientam cuidados pré-operatórios conforme o histórico e o procedimento
Antes de uma cirurgia, exames de sangue são fundamentais para que a equipe médica avalie condições que podem interferir no procedimento, mesmo quando não há sintomas aparentes. Entre os exames mais comuns estão o hemograma, que analisa as células do sangue, e os testes de coagulação, que verificam a capacidade do sangue de formar coágulos.
De acordo com Sergio Fortier, hematologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, esses exames não servem apenas para detectar doenças, mas também para identificar alterações que podem modificar a conduta médica. “Os exames de sangue ajudam a verificar se o organismo apresenta condições adequadas para o procedimento e se existe algum fator que possa aumentar o risco de sangramento, formação de coágulos ou outras complicações. A partir desses resultados, a equipe consegue planejar melhor os cuidados com cada paciente”, explica.
O que os exames avaliam
O hemograma pode indicar alterações na quantidade de hemácias, responsáveis pelo transporte de oxigênio, além de alterações nas plaquetas e nos glóbulos brancos. Já os exames de coagulação avaliam como o sangue realiza o processo de formação de coágulos, informação essencial para prevenir riscos de sangramento ou trombose durante e após a cirurgia.
Uma alteração nos exames não significa necessariamente que a cirurgia não possa ser realizada. Muitas vezes, ela apenas sinaliza a necessidade de investigar melhor a causa ou adotar medidas específicas antes do procedimento. O importante é que a equipe tenha essas informações com antecedência para garantir a segurança do paciente.
Exames personalizados para cada paciente
A avaliação pré-operatória é individualizada e considera fatores como o tipo e a duração da cirurgia, idade, doenças pré-existentes, uso de medicamentos e histórico de sangramentos ou tromboses. Pacientes que utilizam medicamentos que interferem na coagulação, por exemplo, podem precisar de avaliações específicas para definir o manejo adequado no período próximo à cirurgia.
É fundamental informar ao médico todos os medicamentos em uso e antecedentes relacionados ao sangue. A suspensão ou alteração de qualquer medicamento deve ser feita somente com orientação médica.
Como proceder diante de resultados alterados
Resultados fora do intervalo de referência precisam ser interpretados em conjunto com o histórico clínico e outros exames. Em alguns casos, a equipe pode solicitar novas avaliações, encaminhar o paciente a especialistas ou ajustar o planejamento cirúrgico para minimizar riscos.
“Cada paciente tem uma realidade diferente. O mais importante é não interpretar um exame isoladamente nem tentar corrigir uma alteração por conta própria. A decisão sobre a realização da cirurgia e os cuidados necessários deve ser feita pela equipe que acompanha o paciente”, finaliza Fortier.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



