Desidratação no calor: sinais de alerta e como se proteger

Sede, boca seca e cansaço indicam falta de líquidos; veja os cuidados para dias muito quentes

Em setembro de 2026, o Brasil enfrenta uma onda de calor com temperaturas até 5°C acima da média em oito estados, segundo alerta vermelho do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Cidades de nove estados já registraram temperaturas iguais ou superiores a 40°C, aumentando o risco de desidratação, especialmente para idosos, crianças e pessoas com condições que afetam a regulação térmica, como diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.

A exposição prolongada ao sol intensifica a perda de líquidos e sais minerais essenciais, exigindo atenção redobrada. “Quando apresentamos sintomas como sede, significa que nosso corpo já está apresentando um certo grau de desidratação, então beba bastante água. Um excelente parâmetro para avaliar nosso nível de hidratação é a cor da urina, pois à medida que ela fica mais escura ou em menor quantidade, já é um indicador de que está faltando água”, explica Raul Queiroz Mota de Sousa, Médico de Família e Comunidade da UBS Jardim Valquíria, gerenciada pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Sinais para observar

Os sintomas iniciais de desidratação incluem sede intensa, boca seca e fadiga. Em casos mais graves, podem surgir tontura, confusão mental e pele ressecada. Nas crianças, sinais específicos são ausência de lágrimas ao chorar, boca seca, urina escura e diminuição da quantidade de urina. Entre os idosos, a perda de elasticidade da pele, tontura e confusão mental são comuns. Gestantes apresentam sintomas gerais semelhantes.

Além disso, episódios frequentes de vômito e diarreia podem agravar a perda de líquidos, aumentando o risco de desidratação grave.

Hidratação adequada

Para evitar complicações, a recomendação geral é consumir cerca de 35 ml de líquido por quilo de peso corporal, ajustando essa quantidade conforme a intensidade da atividade física e exposição ao calor. Pessoas com problemas renais ou cardíacos devem seguir orientações específicas para a ingestão hídrica, pois o excesso pode ser prejudicial.

Além da água, outras opções para manter a hidratação incluem leite, chás, sucos naturais sem açúcar e água de coco. Isotônicos são indicados principalmente para atletas de alto rendimento, pois ajudam na reposição de eletrólitos perdidos em atividades intensas. Frutas como melancia, melão, abacaxi, laranja e morango, e vegetais como alface, tomate e pepino, também contribuem para a hidratação.

Cuidados contra o calor

Evitar a exposição direta ao sol nos horários de maior intensidade é fundamental. O uso de chapéus, sombrinhas, roupas leves e claras, além da aplicação regular de protetor solar, ajuda a proteger a pele e evitar queimaduras, que podem agravar a perda de líquidos ao comprometer a barreira natural da epiderme.

Se não tratada, a desidratação pode causar complicações graves, como lesões renais, distúrbios nos eletrólitos e problemas circulatórios. Por isso, sintomas intensos ou agravamento do quadro exigem atenção médica.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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