Alimentação prática no trabalho: o que pesa no rótulo
Pesquisa aponta que ingredientes naturais e menos açúcar estão entre os critérios de escolha; no expediente, praticidade também faz diferença.
Escolher algo rápido para comer durante o expediente não significa, necessariamente, deixar de prestar atenção ao que está no rótulo. Uma pesquisa da Ecglobal realizada em junho de 2026 com mais de 500 pessoas aponta que ingredientes naturais são o principal indicador de saudabilidade para 41% dos entrevistados. Menos açúcar, conservantes e corantes artificiais também aparecem entre os critérios observados.
Os dados ajudam a explicar por que a busca por opções práticas e com composição clara acompanha diferentes momentos do dia — da pausa entre reuniões ao lanche antes de seguir para outro compromisso. Ainda assim, conveniência e atenção aos ingredientes são critérios de escolha, não uma garantia automática de que um alimento seja adequado para todas as pessoas.
O que chama atenção no rótulo
Na pesquisa da Ecglobal, 35% valorizam produtos com menos açúcar; 34%, a ausência de conservantes e corantes artificiais; 31%, menos gordura; e 29%, menos sódio. O levantamento indica que, para parte dos consumidores, a decisão passa por entender a composição, além de reconhecer ingredientes naturais.
O material também cita a Innova Market Insights, segundo a qual quase metade dos consumidores no mundo já escolhe alimentos e bebidas com “rótulo limpo”: fórmulas mais curtas, com ingredientes reconhecíveis e sem aditivos artificiais. A informação reforça o interesse por listas de ingredientes mais compreensíveis, mas não substitui a leitura completa das informações nutricionais.
Praticidade no expediente
A rotina de trabalho é outro cenário em que essas escolhas aparecem. O Food Experience Tracker, estudo global da Sodexo com mais de 5 mil profissionais, incluindo mais de 800 no Brasil, aponta uma busca por opções que combinem qualidade e praticidade. O material não detalha percentuais brasileiros, mas destaca a dificuldade de conciliar esse desejo com pausas curtas ou pouco tempo disponível.
Esse contexto ajuda a entender a expansão de formatos portáteis de alimentos que já fazem parte do cotidiano. No foodservice, o açaí movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão até junho de 2026, alta de 20% na comparação com 2025, segundo o Instituto Foodservice Brasil, com base em dados da CREST e da Wise Sales.
Novos formatos de açaí
Além das tigelas, o açaí aparece em produtos pensados para consumo em outros momentos do dia. A Vittaí, marca do Grupo Upper, lançou uma linha de smoothies de açaí que, segundo a empresa, não leva corantes nem conservantes artificiais, não contém glúten e utiliza aromatizantes naturais. O texto da marca também descreve o produto como feito com a energia natural do guaraná.
Shirleno Booz, CEO do Grupo Upper, afirma que “a praticidade continua importante, mas não é mais o único critério”. A frase resume uma mudança possível nas prioridades de compra: encontrar algo conveniente pode ser parte da decisão, enquanto ingredientes e preferências pessoais também entram na conta.
Para quem escolhe o que levar ao trabalho, uma atitude simples continua útil: conferir a lista de ingredientes e a tabela nutricional do produto específico. Assim, a praticidade pode ser avaliada junto com aquilo que faz sentido para a rotina e as necessidades de cada pessoa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



