Avulsão por anel: quando tirar a aliança para evitar lesões
Anéis presos em grades, ferramentas ou máquinas podem causar lesões graves nos dedos; entenda os riscos e a orientação de prevenção da SBCM.
Tirar a aliança antes de praticar esportes ou trabalhar com ferramentas é um cuidado que pode evitar uma lesão grave. Quando um anel fica preso em uma grade, máquina ou outro objeto e o corpo continua em movimento, a força pode danificar o dedo e até provocar amputação. Esse trauma tem nome: avulsão por anel.
O caso do streamer Lodk, que teve o dedo anelar amputado depois de prender o anel em uma grade durante o Rock in Rio, chamou atenção para o problema. A Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) explica que a prevenção passa por reconhecer as situações em que a joia pode se prender.
Como a avulsão por anel acontece
O risco não está apenas no acessório, mas na combinação entre um ponto de fixação e o movimento do corpo. Se o anel fica enganchado em uma estrutura firme, a tração pode atingir pele, tendões, nervos e vasos sanguíneos.
“O acidente acontece quando o anel fica preso em alguma ponta ou extremidade firme e o movimento do corpo faz com que ele seja puxado, arrastado para frente e acaba por lesar gravemente ou amputando o dedo”, explica Roberto Luiz Sobania, presidente da SBCM.
Quando retirar anéis e alianças
Segundo a entidade, esportes e atividades de trabalho manual estão entre as situações de risco. Ganchos de traves de futebol, muros e grades são exemplos de estruturas nas quais o acessório pode ficar preso.
A recomendação é retirar anéis e alianças antes de:
- Praticar esportes;
- Realizar trabalhos manuais;
- Manusear máquinas ou ferramentas;
- Executar atividades envolvendo estruturas que possam prender a joia.
O especialista menciona anéis fendidos como uma possibilidade de minimizar o risco ou a gravidade da lesão, mas reforça que a abordagem mais efetiva é a prevenção. Portanto, essa alternativa não substitui a orientação de retirar o acessório nas atividades citadas.
Lesão nem sempre significa amputação
Uma revisão publicada em 2017, intitulada Ring Avulsion Injuries: A Systematic Review, reuniu 20 pesquisas com 572 pacientes. Entre os 314 casos classificados como mais graves, 96 evoluíram para amputação, o equivalente a 30,6%. Esse percentual se refere ao grupo de lesões graves analisado, não a todos os acidentes com anéis.
Segundo o material divulgado pela SBCM, um artigo publicado em 2026 no The Journal of Hand Surgery mostrou que revascularização e reimplante podem preservar o dedo em determinados tipos de lesão, com taxas de sobrevivência próximas de 80% a 85%.
A localização e a extensão do trauma são determinantes para definir o tratamento possível. A mensagem prática é simples: antes do esporte ou do trabalho manual, retirar a joia é o cuidado preventivo recomendado pela entidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



