Harmonização facial após os 30: idade não define indicação

Caso de Fiuk abre debate sobre mudanças no rosto e avaliação individual: completar 30 anos não significa precisar de procedimentos estéticos.

Completar 30 anos não é motivo, por si só, para fazer harmonização facial. A repercussão do procedimento de Fiuk, apresentado no programa Fofocalizando, do SBT, trouxe à conversa uma dúvida que também interessa às mulheres: perceber mudanças no rosto significa que é hora de intervir? Segundo o cirurgião plástico David Di Sessa, a resposta depende de uma avaliação individual — e pode ser não.

O ponto mais útil desse debate não é reproduzir o resultado de uma celebridade, mas entender o que incomoda, quais estruturas estão envolvidas e se existe indicação de tratamento. Aparência cansada, textura da pele e perda de definição não são necessariamente a mesma queixa.

O que muda no rosto após os 30

De acordo com Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a produção de colágeno diminui progressivamente. Mudanças na qualidade da pele, no volume e na sustentação podem começar a ser percebidas nessa fase, embora não aconteçam da mesma forma para todas as pessoas.

“Isso não significa que exista um procedimento indicado para quem completou 30 ou 35 anos”, explica o médico no material divulgado à imprensa.

Genética, exposição solar, tabagismo, perda importante de peso e características anatômicas também podem influenciar a flacidez e a distribuição do volume facial. Por isso, a idade sozinha não explica tudo o que aparece no espelho.

Procedimentos diferentes para queixas diferentes

Entre os recursos citados pelo especialista estão toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno. A escolha, porém, depende da alteração identificada, e não de uma lista de procedimentos que toda mulher deveria fazer.

A avaliação descrita pelo cirurgião considera pele, gordura, estrutura óssea, musculatura, proporções e movimentação. Em alguns casos, não há necessidade de acrescentar volume; em outros, uma correção pontual pode fazer parte do planejamento.

As tecnologias também têm funções distintas:

  • Lasers: podem ser utilizados para textura, manchas e renovação da pele.
  • Radiofrequência e ultrassom: têm indicações conforme a profundidade e a alteração a tratar.
  • Radiofrequência microagulhada: integra protocolos voltados à qualidade da pele e ao estímulo de colágeno.

Avaliação antes da tendência

Segundo Di Sessa, o nome do aparelho ou a popularidade de uma técnica nas redes sociais não deve orientar a escolha. Intensidade, número de sessões e combinação de recursos dependem da avaliação médica e das características dos tecidos.

Quando há queda efetiva dos tecidos, opções cirúrgicas podem entrar na discussão, também sem uma idade obrigatória. Para quem começou a notar diferenças no rosto, a mensagem central é simples: uma queixa merece ser compreendida, não transformada automaticamente em indicação de procedimento.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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