97% das empresas de ciências da vida investem menos de 1% da receita em tecnologia digital

Pesquisa da KPMG revela uso crescente de IA, mas investimentos digitais ainda são modestos no setor

Empresas do setor de ciências da vida estão adotando inteligência artificial, mas mantêm investimentos modestos em tecnologia digital. Segundo o recorte da Global Tech Report 2026, produzido pela KPMG, 97% dos líderes de tecnologia dessas organizações destinam menos de 1% da receita anual a essa área.

O levantamento contou com a participação de 124 líderes de tecnologia do setor de ciências da vida, parte de uma amostra global de 2.500 profissionais de 24 países. Entre as empresas pesquisadas, 50% são farmacêuticas e/ou de biotecnologia, 32% atuam com dispositivos médicos e 18% são distribuidoras de produtos do setor. A maioria (76%) possui receitas entre US$ 1 bilhão e US$ 9,9 bilhões.

Inteligência artificial integrada aos processos

Apesar dos investimentos contidos, a inteligência artificial já está presente em grande parte das operações. A pesquisa indica que 87% das empresas consultadas incorporaram agentes de IA aos seus fluxos de trabalho, produtos ou serviços.

Além disso, 75% dos participantes confiam nos resultados gerados pela IA para apoiar decisões estratégicas e operacionais, mostrando que a tecnologia deixou de ser apenas experimental para se tornar parte dos processos essenciais das organizações.

Desafio na geração de valor financeiro

Embora quase metade das instituições (48%) esteja conseguindo gerar valor significativo a partir dos investimentos em tecnologia, 93% afirmam que as iniciativas digitais representam menos de 1% da receita anual. Isso evidencia uma lacuna entre a adoção tecnológica e a captura de valor financeiro.

O setor busca equilibrar a manutenção dos sistemas existentes com a atualização das capacidades digitais, adotando uma postura cautelosa que prioriza estabilidade e confiança em vez de expansão rápida.

“Os dados evidenciaram que os investimentos permanecem comedidos, com organizações priorizando estabilidade e confiança ao invés de uma expansão rápida através de investimentos, adoção de tecnologia e geração de valor”, analisa Marcos Laredo, sócio-diretor líder do setor de saúde e ciências da vida da KPMG no Brasil.

Perfil dos participantes

Entre os 124 líderes de tecnologia do setor de ciências da vida que participaram da pesquisa, metade atua em empresas farmacêuticas e/ou de biotecnologia, 32% em companhias de dispositivos médicos e 18% em distribuidoras de produtos do setor. A maioria das organizações possui receitas entre US$ 1 bilhão e US$ 9,9 bilhões.

Os dados refletem um cenário em que a inteligência artificial avança no setor, mas a conversão desse avanço em receita ainda é limitada, indicando um equilíbrio entre inovação e cautela nos investimentos tecnológicos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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