EMT amplia tratamento de tontura e zumbido no Hospital Paulista
Hospital Paulista incorpora neuromodulação para casos selecionados de sintomas vestibulares persistentes
O Hospital Paulista de Otorrinolaringologia incorporou a estimulação magnética transcraniana (EMT) como um recurso inovador na área de Otoneurologia. Essa técnica de neuromodulação utiliza campos magnéticos para alterar a atividade de regiões específicas do cérebro, oferecendo uma nova possibilidade terapêutica para pacientes com tontura persistente, zumbido e alterações do equilíbrio.
Tradicionalmente, a investigação da tontura focava principalmente no labirinto, órgão do ouvido interno responsável pelo equilíbrio. No entanto, estudos recentes indicam que, especialmente em casos crônicos, é fundamental compreender como o cérebro processa e reorganiza as informações relacionadas ao equilíbrio. “Durante muito tempo, a investigação da tontura esteve concentrada principalmente no labirinto. Hoje sabemos que, em diversas condições, especialmente nas formas crônicas, é necessário compreender também como o cérebro reorganiza e processa as informações relacionadas ao equilíbrio”, explica o otorrinolaringologista Ricardo Dorigueto, do Hospital Paulista.
Funcionamento da técnica
Durante a sessão de EMT, uma bobina é posicionada sobre uma área específica do couro cabeludo. Os pulsos magnéticos atravessam o crânio e induzem pequenas correntes elétricas no tecido cerebral, modulando a atividade neuronal naquela região. O paciente permanece acordado durante o procedimento, que não requer anestesia, sedação, jejum ou internação. Os protocolos são individualizados, variando frequência, intensidade e região estimulada conforme o objetivo terapêutico.
Neuroplasticidade e sintomas persistentes
Após uma alteração vestibular, o sistema nervoso central normalmente passa por um processo de compensação, reorganizando as informações provenientes do labirinto, visão e sensibilidade corporal para restaurar o equilíbrio. Essa capacidade adaptativa, chamada neuroplasticidade, pode ser incompleta em alguns pacientes, contribuindo para a persistência da tontura e instabilidade mesmo após a melhora do problema inicial.
Condições como a tontura postural-perceptual persistente (TPPP) envolvem alterações no processamento multissensorial, percepção do movimento, atenção e resposta cerebral a estímulos. Nesses casos, a neuromodulação surge como uma ferramenta complementar para atuar nos circuitos cerebrais envolvidos na manutenção dos sintomas.
Abordagem integrada no Hospital Paulista
A EMT não substitui o diagnóstico otoneurológico, a reabilitação vestibular ou os tratamentos convencionais. No Hospital Paulista, a técnica é aplicada dentro de uma abordagem integrada que inclui avaliação médica, exames funcionais e fisioterapia especializada. O fisioterapeuta Renato Barreto, com experiência em neuromodulação e reabilitação vestibular, atua em conjunto com a equipe médica para potencializar os resultados.
Além da tontura persistente, protocolos de neuromodulação têm sido investigados para o tratamento de zumbido, síndromes dolorosas e cefaleias. A indicação da EMT é cuidadosamente avaliada conforme o diagnóstico, evidências científicas e características individuais do paciente, reforçando que a técnica não é uma solução universal.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



