Câncer ginecológico: sinais que pedem atenção
Sangramento fora do padrão, dor pélvica e aumento abdominal persistente estão entre os sintomas que merecem avaliação médica.
Sangramento fora do período menstrual ou após a menopausa, aumento persistente do volume abdominal, dor pélvica, sensação de estufamento e alterações nos hábitos urinários ou intestinais podem não indicar câncer isoladamente, mas quando persistem ou fogem do padrão habitual, merecem atenção médica.
Setembro é o mês dedicado à conscientização sobre os cânceres ginecológicos, que atingem o aparelho reprodutor feminino. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para 2026, o Brasil deve registrar 19.310 novos casos de câncer do colo do útero, 9.650 de corpo do útero e 8.020 de ovário. No Paraná, a estimativa é de 2.040 diagnósticos desses três tipos.
Características distintas dos cânceres ginecológicos
Os cânceres ginecológicos não constituem uma única doença, mas um grupo de tumores com origens, fatores de risco, sintomas e formas de prevenção diferentes. A oncologista clínica do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), Dra. Rosane R. Johnsson, destaca a importância de a mulher conhecer seu corpo e buscar avaliação diante de alterações persistentes ou incomuns.
No câncer de ovário, os sintomas iniciais podem ser discretos e confundidos com problemas gastrointestinais, como distensão abdominal frequente, saciedade precoce, dor ou pressão pélvica e alterações urinárias ou intestinais. Atualmente, não há recomendação para rastreamento populacional em mulheres assintomáticas e de risco habitual.
Sangramento vaginal após a menopausa
O câncer do corpo do útero, que geralmente se origina no endométrio, pode causar sangramento vaginal após a menopausa. Em mulheres que ainda menstruam, alterações significativas no padrão de sangramento também devem ser investigadas.
Dra. Rosane ressalta que “depois da menopausa, não existe um sangramento que deva simplesmente ser atribuído à idade”. Embora nem todo sangramento indique câncer, o sintoma precisa ser esclarecido para descartar causas benignas ou malignas.
Prevenção do câncer do colo do útero
O câncer do colo do útero está fortemente associado à infecção persistente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV). A vacinação contra o HPV é a principal medida preventiva, indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, com dose única prevista no Calendário Nacional de Vacinação. Em 2026, o Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro a estratégia de resgate para jovens de 15 a 19 anos que não foram vacinados anteriormente.
Além da vacinação, o rastreamento por meio do exame preventivo pode identificar alterações antes que evoluam para tumores invasivos. Contudo, o exame preventivo do colo do útero não substitui a atenção a sintomas novos ou persistentes, nem rastreia outros cânceres ginecológicos.
Importância do histórico familiar
Casos de câncer de ovário, endométrio ou outros tumores na família devem ser informados ao médico, pois podem indicar a necessidade de avaliação de risco individualizada ou investigação genética. A presença de histórico familiar não determina o surgimento da doença, mas pode influenciar o acompanhamento e a prevenção.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



