IA intensifica desafio de resfriar data centers em expansão
Mercofrio 2026 destaca soluções inovadoras para controlar o calor gerado por servidores potentes
O crescimento acelerado da inteligência artificial (IA) tem impulsionado a necessidade de maior capacidade computacional, o que, por sua vez, eleva o desafio de resfriar os data centers que abrigam esses sistemas. Servidores cada vez mais potentes geram calor intenso, exigindo soluções avançadas para manter a temperatura adequada e garantir o funcionamento eficiente das operações.
Esse tema foi o foco do minicurso “Climatização para Data Centers: Da Sala de TI ao Resfriamento Líquido”, realizado em 15 de setembro durante o Mercofrio 2026, em Porto Alegre. O evento, promovido pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), reuniu especialistas para discutir desde os métodos tradicionais de refrigeração até tecnologias emergentes, como o resfriamento líquido direto.
Desafios térmicos impulsionados pela IA
Com o avanço da IA, a concentração de potência em equipamentos, especialmente nas unidades de processamento gráfico (GPUs), aumentou significativamente. Essas unidades realizam múltiplas operações simultâneas, concentrando grande potência em espaços reduzidos, o que eleva a geração de calor dentro dos racks dos servidores.
Para lidar com essa demanda, o minicurso abordou sistemas como CRAC (Computer Room Air Conditioner) e CRAH (Computer Room Air Handler), chillers, estratégias de redundância, free cooling, além de técnicas de automação e monitoramento contínuo da temperatura e umidade.
Inovações em resfriamento: líquido direto e híbrido
Uma das tecnologias em destaque foi o Direct Liquid Cooling (DLC), que consiste em aproximar o líquido refrigerante diretamente dos componentes responsáveis pelo processamento. Essa solução é especialmente eficaz para equipamentos de alta densidade usados em aplicações de IA, onde o resfriamento por ar tradicional pode ser insuficiente.
Além disso, foram apresentadas soluções híbridas que combinam o resfriamento por ar e por líquido, permitindo uma adaptação mais flexível às necessidades específicas de cada data center.
Importância do clima local no dimensionamento
Diego Corceiro, palestrante do minicurso, ressaltou a importância de considerar as condições climáticas regionais no projeto dos sistemas de climatização. Ele destacou que, em Porto Alegre, onde as temperaturas podem atingir 40°C, é fundamental realizar cálculos precisos para otimizar o consumo energético.
Segundo Corceiro, elevar a temperatura da água em 6°C pode resultar em uma redução de cerca de 20% no consumo energético, tornando o uso de água gelada mais eficiente em ambientes com temperaturas externas elevadas.
O Mercofrio 2026, em sua 15ª edição, teve como tema “AVAC-R Inteligente: IA, Eficiência e Qualidade do Ar para um Planeta Sustentável” e ocorreu entre os dias 15 e 17 de setembro no BarraShoppingSul, em Porto Alegre.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



