Fraudes em e-commerce: Beleza lidera tentativas em julho
Serasa Experian aponta mais de 108 mil fraudes bloqueadas; celulares têm risco 5,6 vezes maior que a média
Comprar pela internet exige cada vez mais atenção. Em julho de 2026, tecnologias antifraude impediram 108.881 transações fraudulentas em e-commerces brasileiros, evitando um prejuízo potencial de R$ 92,2 milhões, segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian. Esse valor equivale a quase R$ 3 milhões em perdas evitadas por dia ao longo do mês.
O levantamento também revela que as tentativas de fraude envolvem compras com valores mais altos. O ticket médio das transações fraudulentas foi de R$ 838,88, enquanto o valor médio dos pedidos legítimos ficou em R$ 554,87 — uma diferença de 51,2%.
Beleza lidera em volume de tentativas
Entre as categorias avaliadas, Beleza registrou o maior número de tentativas de fraude, com 10.901 ocorrências. Em seguida, aparecem Saúde, com 6.835, e Calçados, com 6.013 tentativas.
Porém, o volume de tentativas não indica necessariamente o maior risco. A análise proporcional considera a relação entre as tentativas fraudulentas e o total de pedidos em cada categoria.
Celulares têm maior risco proporcional
A média de risco de fraude no comércio eletrônico foi de 0,8% em julho. A categoria Celulares apresentou risco de 4,52%, índice 5,6 vezes superior à média geral. Eletrônicos e Acessórios Eletrônicos também tiveram riscos elevados, com 3,34% e 2,29%, respectivamente.
Rodrigo Sanchez, diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, destaca que “uma categoria com grande quantidade de tentativas fraudulentas não necessariamente é aquela com maior risco proporcional, já que o volume total de pedidos também influencia essa relação”.
Quando o foco é o impacto financeiro, a categoria Saúde liderou, com aproximadamente R$ 5,5 milhões em perdas potenciais evitadas. Beleza ficou em segundo lugar, com R$ 3,14 milhões, seguida por Eletrodomésticos, com R$ 3,09 milhões.
Dicas para comprar online com mais segurança
Para reduzir o risco de golpes, consumidores devem adotar cuidados antes e depois do pagamento, como:
- Verificar se o endereço do site é oficial e observar a reputação da loja;
- Desconfiar de preços muito abaixo da média e de links recebidos por mensagens;
- Não compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados do cartão fora dos canais oficiais;
- Evitar pagamentos por transferência direta para pessoas físicas quando a compra deveria ocorrer em uma plataforma;
- Monitorar o cartão, o CPF e as contas digitais para identificar movimentações desconhecidas.
Segundo Sanchez, “a capacidade de analisar cada transação de forma inteligente e identificar comportamentos suspeitos sem criar barreiras desnecessárias para os bons clientes é fundamental para proteger a operação e, ao mesmo tempo, preservar a experiência de compra”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



