Biópsia negativa não encerra suspeita de câncer de próstata
PSA alterado e outros sinais podem exigir nova avaliação com microultrassom
Receber uma biópsia negativa costuma trazer alívio, mas o resultado nem sempre encerra a investigação de um possível câncer de próstata. Quando o PSA permanece alterado ou outros exames continuam indicando risco, o acompanhamento médico pode precisar avançar para esclarecer o motivo da suspeita.
O tema também merece atenção de mulheres que acompanham pais, parceiros ou familiares em consultas e decisões de saúde. A principal mensagem é que uma biópsia sem células malignas deve ser interpretada junto com o histórico e os demais exames, e não de forma isolada.
Por que a biópsia pode não identificar a lesão?
Na biópsia convencional, pequenas amostras são retiradas de diferentes regiões da próstata. Dependendo do tamanho e da localização de uma eventual lesão, a área com células tumorais pode não ser atingida durante a coleta.
Entre os fatores considerados pelo urologista estão a evolução e a densidade do PSA, alterações no toque retal, o histórico do paciente e os achados em exames de imagem. A combinação dessas informações ajuda a definir se são necessários novos exames ou outra biópsia.
“Uma biópsia negativa é uma informação importante, mas não pode ser analisada isoladamente. Se outros indicadores continuam sugerindo risco para câncer de próstata, precisamos entender por que essa suspeita permanece e avaliar se há necessidade de aprofundar a investigação”, explica o urologista Alberto Tomé.
Como o microultrassom pode ajudar
Entre os recursos que podem ser avaliados está o microultrassom de alta resolução. Segundo as informações divulgadas pelo especialista, a tecnologia permite visualizar, em tempo real, regiões suspeitas e direcionar a coleta de tecido para essas áreas.
O equipamento é utilizado por Tomé em sua prática clínica em Umuarama e Cianorte, no Noroeste do Paraná. O material informa que o aparelho disponível na região foi o quinto desse tipo a chegar ao Brasil e o segundo ao Paraná.
“Quando existe uma suspeita persistente, precisamos tentar localizar com maior precisão onde pode estar essa alteração. O microultrassom nos ajuda a direcionar a coleta para regiões que apresentam características suspeitas”, afirma o urologista.
Cada caso precisa ser avaliado individualmente
Uma biópsia negativa não significa que todo paciente deverá repetir o procedimento. A decisão depende do conjunto de indicadores e deve ser tomada com o urologista. Da mesma forma, a persistência da investigação não confirma, por si só, a existência de câncer.
Quando a doença é diagnosticada, informações como localização, extensão e agressividade do tumor ajudam a definir a estratégia de tratamento. As possibilidades podem incluir acompanhamento em casos selecionados, terapias focais ou cirurgia.
Por isso, alterações persistentes nos exames não devem ser ignoradas. Manter o acompanhamento urológico e seguir a investigação indicada pelo médico são medidas importantes para esclarecer o quadro e identificar, quando presente, a doença em estágio mais inicial.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



