Rinomodelação definitiva: entenda os riscos à saúde
Termo pode esconder uma cirurgia estrutural no nariz, diferente da rinomodelação com ácido hialurônico, que é temporária e injetável.
O nome pode parecer simples, mas a chamada “rinomodelação definitiva” esconde uma diferença importante: segundo o médico otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial Vitor Abrão, o procedimento não é uma versão permanente da rinomodelação tradicional. Na prática, envolve alterações estruturais no nariz e exige cuidados compatíveis com uma cirurgia.
A confusão acontece porque os dois procedimentos são divulgados com o mesmo termo. Para quem busca melhorar o contorno do rosto sem passar por uma sala de operações, essa semelhança pode dificultar a compreensão sobre o que será feito, quais são os riscos e como será a recuperação.
Rinomodelação com ácido hialurônico é temporária
A rinomodelação tradicional é um procedimento injetável, geralmente realizado com ácido hialurônico de alta viscosidade. De acordo com o material, seus efeitos são temporários e reabsorvíveis. A técnica pode camuflar pequenas irregularidades no dorso ou suavizar ângulos, mas não reduz o tamanho do nariz.
Mesmo sendo ambulatorial, o procedimento exige conhecimento da vascularização facial. O alerta é especialmente relevante porque complicações vasculares podem ocorrer quando a aplicação não é feita com domínio da anatomia da região.
O que muda na chamada versão “definitiva”
Já a chamada rinomodelação definitiva é descrita como uma intervenção cirúrgica que pode envolver cortes na mucosa nasal, incisões em cartilagens, fios de tração permanentes e, em alguns casos, implantes sintéticos de sustentação.
“Existe um problema sério de nomenclatura. Quando o paciente ouve ‘rinomodelação’, imagina uma picadinha rápida com agulha. Mas a dita rinomodelação definitiva é uma cirurgia sobre as estruturas cartilaginosas do nariz. Chamar de modelação não torna o procedimento menos cirúrgico. Trocar o nome de rinoplastia por rinomodelação não altera aquilo que está sendo feito por baixo da pele”, alerta Vitor Abrão.
Alterações estéticas podem afetar a respiração
O nariz também participa diretamente da respiração. As cartilagens da ponta ajudam a sustentar a válvula nasal externa, estrutura que mantém as narinas abertas durante a inspiração. Segundo o especialista, uma tração excessiva pode estreitar a passagem de ar, provocar assimetrias e favorecer retrações cicatriciais.
“É puramente mecânico: se você aperta excessivamente as cartilagens da ponta para estreitá-la, está apertando a passagem do ar. Com a cicatrização e a retração cicatricial, a parede lateral do nariz enfraquece e colapsa para dentro toda vez que o paciente tenta puxar o ar, gerando uma queixa crônica de falta de ar”, explica.
Por que o ambiente do procedimento importa
O alerta central é que qualquer intervenção estrutural no nariz deve ser planejada como cirurgia, com equipe habilitada e infraestrutura adequada. O material destaca a importância do controle da via aérea, da presença de anestesiologista, da esterilização rigorosa e de equipamentos para lidar com emergências.
Também não é garantido que a simples retirada de um fio reverta o resultado. Quando há corte, trauma da cartilagem, fibrose ou reação a um implante, a correção pode exigir uma rinoplastia reconstrutiva. Antes de decidir, a paciente deve entender exatamente qual técnica será utilizada, quem fará o procedimento e em que ambiente ele será realizado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



