Paraná debate expansão dos cuidados paliativos no SUS
Oficina em Curitiba reúne gestores do Sul para organizar atendimento a adultos e crianças com doenças graves na rede pública de saúde.
Quando uma pessoa enfrenta uma doença grave, o cuidado não deve se limitar ao tratamento da enfermidade. A organização de uma rede capaz de controlar sintomas, aliviar o sofrimento e oferecer apoio à família está no centro de uma oficina regional realizada em Curitiba, no Paraná.
O encontro reúne cerca de 50 gestores e técnicos de saúde dos três estados do Sul e discute a implementação da Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP) no Sistema Único de Saúde (SUS). A programação segue até sexta-feira (18), com participação de equipes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de representantes do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
O que está em discussão
Durante os três dias de atividades, os participantes avaliam como estruturar o atendimento humanizado dentro da Rede de Atenção à Saúde. A proposta é organizar melhor os serviços e definir caminhos para que pacientes tenham acompanhamento adequado em diferentes pontos da rede pública.
Entre os temas estão:
- responsabilidades da União, dos estados e dos municípios;
- critérios para habilitação e custeio das equipes multiprofissionais;
- assistência farmacêutica e controle da dor;
- capacitação permanente dos profissionais;
- monitoramento dos resultados e avaliação dos serviços;
- fluxos de acesso para pacientes e famílias.
A agenda também prevê atividades práticas, troca de experiências entre as equipes estaduais e uma visita técnica a unidades de saúde da capital paranaense. Ao final, os participantes devem elaborar um Plano de Ação Regional.
Cuidados paliativos não significam apenas fase terminal
A abordagem é destinada a adultos e crianças com enfermidades graves ou que ameacem a continuidade da vida. Seu objetivo é prevenir e aliviar o sofrimento, melhorar a qualidade de vida e oferecer suporte também às famílias.
O cuidado pode incluir identificação precoce das necessidades, controle rigoroso da dor e manejo de questões físicas, psicossociais e espirituais. Diferentemente da ideia de que esse atendimento acontece apenas nos últimos dias de vida, a assistência pode acompanhar toda a evolução da doença, de forma adaptada a cada caso.
Como está a estrutura no Paraná
No estado, a organização dos serviços abrange desde a Atenção Primária até a Atenção Especializada. Curitiba conta atualmente com dez Equipes Assistenciais de Cuidados Paliativos habilitadas pelo Ministério da Saúde.
Segundo o material divulgado, cerca de 10 mil profissionais da Atenção Primária à Saúde e da Atenção Ambulatorial Especializada já foram capacitados no tema. O Paraná também mantém um Grupo Técnico voltado ao planejamento, à implementação e ao monitoramento do Plano de Ação Estadual de Cuidados Paliativos, com especialistas de diferentes áreas da saúde pública.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



