Ricardo Viveiros defende voto pela democracia, não pela idolatria

Jornalista destaca importância do voto consciente e do respeito às instituições em artigo de opinião

O voto não precisa nascer da admiração por um candidato. Em artigo de opinião, o jornalista, professor e escritor Ricardo Viveiros defende que eleitoras e eleitores considerem a democracia, o respeito às instituições e os direitos fundamentais ao tomar uma decisão política.

O texto parte do cenário de indecisão eleitoral e se dirige especialmente a quem está desiludido ou sem entusiasmo com a política. Para Viveiros, escolher um candidato não significa concordar com todas as suas decisões. Também não exige adesão irrestrita, silêncio diante de erros ou abandono do senso crítico.

Crítica a Lula não deve significar rejeição à democracia

Ao declarar seu voto em Lula, o autor ressalta que o atual presidente não está acima de críticas. Ele afirma que nenhum político, partido ou governo deve ser tratado como infalível e que a democracia depende justamente da liberdade para fiscalizar, cobrar e denunciar problemas.

Essa distinção é um dos pontos centrais do artigo: defender as instituições democráticas não seria o mesmo que transformar um político em ídolo. Na avaliação de Viveiros, governos podem cometer erros, rever políticas e ser substituídos pelo voto — mas não por golpes ou pela violência política.

Instituições e direitos são patrimônio coletivo

O jornalista também critica o que descreve como a transformação da mentira, do ódio e da intolerância em ferramentas de disputa política. No texto, ele menciona ataques às urnas eletrônicas, aos tribunais, à imprensa, às universidades, aos professores e à ciência.

Viveiros afirma ainda que mulheres, pessoas negras, integrantes da população LGBTQIAPN+, povos indígenas, migrantes e refugiados foram alvo de desrespeito em discursos e manifestações políticas. As afirmações aparecem como parte da avaliação do autor sobre um período de forte polarização no país.

A pandemia também é citada no artigo. Segundo Viveiros, a crise sanitária expôs conflitos em torno da ciência e, na visão de seus críticos, faltaram responsabilidade, empatia e serenidade diante da dor das famílias.

O que está em jogo na escolha eleitoral

Liberdade de imprensa, pluralismo, ciência, direito ao contraditório, igualdade perante a lei e respeito ao resultado das eleições são apresentados como valores que não pertencem exclusivamente à esquerda ou à direita. Para o autor, trata-se de um patrimônio comum da democracia.

“O voto é uma decisão individual e democrática. Que seja exercido com razão, lucidez, informação e consciência dos valores que estão em jogo”, escreve Ricardo Viveiros, que encerra o artigo declarando: “Eu votarei em Lula. Bolsonaro nunca mais!”.

Ricardo Viveiros é apresentado no material como jornalista, professor e escritor, doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e membro da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e dos Direitos Humanos da Associação Brasileira de Imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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