Varejo brasileiro cresce 2,9% no 1º semestre de 2026, impulsionado por restaurantes e Centro-Oeste
Consumo priorizou serviços, saúde e itens de menor valor, enquanto móveis e eletrônicos recuaram, aponta Mastercard SpendingPulse
O varejo brasileiro apresentou crescimento de 2,9% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Mastercard SpendingPulse™, que considera vendas físicas e online por todos os meios de pagamento, sem ajuste inflacionário. O ritmo de expansão acelerou ao longo do semestre, passando de 1,6% no primeiro trimestre para 4,1% no segundo.
Setores de serviços e saúde impulsionam o varejo
Entre os 11 setores monitorados, o segmento de Restaurantes foi o principal destaque, com crescimento acumulado de 10,7% no semestre, mantendo taxas próximas de 10% em ambos os trimestres. O setor de Farmácias também apresentou desempenho consistente, com altas de 9,9% no primeiro trimestre e 9,0% no segundo. O setor de Combustível Automotivo teve aceleração no segundo trimestre, registrando alta de 12,7%, reflexo da volatilidade dos preços do petróleo.
Esses números indicam que o consumidor brasileiro manteve gastos em serviços ligados à rotina, bem-estar e convivência, enquanto adotou postura mais cautelosa em compras de maior valor.
Queda em móveis, decoração e eletrônicos
Os segmentos de Móveis e Decoração e Eletrônicos enfrentaram retração no semestre. Móveis e Decoração recuou 4,7% no primeiro trimestre e 3,7% no segundo, enquanto Eletrônicos apresentou queda de 4,7% entre abril e junho.
Gustavo Arruda, Economista-Chefe para a América Latina do Mastercard Economics Institute (MEI), destaca que o cenário macroeconômico levou o consumidor a adiar compras que exigem planejamento financeiro, como móveis e eletrônicos, mas que esses setores ainda têm potencial de retomada ao longo do ano.
Centro-Oeste lidera crescimento regional
O desempenho do varejo variou entre as regiões brasileiras. O Centro-Oeste foi a região com maior crescimento, registrando alta de 2,5% no primeiro trimestre e 5,4% no segundo. Em contraste, o Sudeste, maior polo de consumo do país, teve as menores taxas de crescimento, com 0,1% e 3,5% nos respectivos trimestres.
Entre os estados, Pernambuco e Distrito Federal se destacaram com os melhores desempenhos. Pernambuco cresceu 5,4% no primeiro trimestre e 12,2% no segundo, enquanto o Distrito Federal avançou 4,0% e 6,6% nos mesmos períodos.
O Mastercard SpendingPulse™ reúne dados agregados e anonimizados sobre vendas no varejo nacional, abrangendo diversos setores e regiões, e é uma referência para análise do comportamento do consumidor brasileiro.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



