Linfoma não Hodgkin: novo tratamento amplia opções
Aprovado pela Anvisa, glofitamabe combinado à quimioterapia GEMOX é indicado para casos resistentes de linfoma difuso de grandes células B.
Para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) que tiveram recaída ou não responderam aos tratamentos anteriores, uma nova opção terapêutica foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O glofitamabe, combinado à quimioterapia GEMOX, é indicado para pessoas que não podem ser submetidas ao transplante autólogo de medula óssea.
A aprovação amplia as alternativas disponíveis para um grupo que costuma enfrentar um cenário mais desafiador no tratamento. O LDGCB é o subtipo agressivo mais frequente entre os linfomas não Hodgkin.
Como funciona o glofitamabe
O medicamento pertence à classe dos anticorpos biespecíficos, uma modalidade de imunoterapia desenvolvida para aproximar duas células diferentes: os linfócitos T, que participam da defesa do organismo, e as células B que originam o tumor.
Essa proximidade favorece o reconhecimento das células cancerígenas pelo sistema imunológico. “Os anticorpos biespecíficos funcionam como uma espécie de elo entre as células de defesa e as células do linfoma. Ao aproximá-las, favorecem uma resposta imunológica muito mais eficiente contra o tumor, utilizando o próprio sistema imune do paciente como ferramenta terapêutica”, explica Jacques Tabacof, líder da especialidade de linfomas da Oncoclínicas.
Na prática, a estratégia faz parte de uma transformação no tratamento dos linfomas, que passou a reunir, além da quimioterapia e dos anticorpos monoclonais tradicionais, terapias mais direcionadas aos mecanismos do câncer e à resposta imunológica de cada paciente.
O que muda para quem tem doença resistente
O linfoma difuso de grandes células B pode retornar depois do tratamento ou deixar de responder às terapias utilizadas inicialmente. Nessas situações, a ampliação do arsenal terapêutico pode oferecer novas possibilidades de controle da doença.
“Historicamente, quando o paciente apresentava reincidência após as primeiras linhas de tratamento, as alternativas se tornavam progressivamente mais limitadas. Nos últimos anos, porém, vimos surgir uma sequência de inovações, incluindo terapias celulares, anticorpos biespecíficos e outras imunoterapias que estão mudando esse cenário”, afirma o especialista.
Entenda o linfoma não Hodgkin
O linfoma não Hodgkin reúne mais de 80 tipos de câncer que se originam nos linfócitos, células do sistema imunológico. A doença pode aparecer nos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas, ou atingir órgãos como baço, medula óssea, estômago, intestino e pele.
Entre os sinais mais frequentes estão aumento dos linfonodos no pescoço, axilas ou virilha, perda de peso sem causa aparente, febre persistente, suor noturno, fadiga e coceira na pele. Como existem diferentes subtipos, o tratamento é definido individualmente e pode envolver quimioterapia, imunoterapia, terapias-alvo, transplante de medula óssea, terapias celulares e anticorpos biespecíficos.
A indicação de qualquer tratamento depende da avaliação da equipe médica, considerando o subtipo do linfoma, o histórico terapêutico e as condições de saúde de cada pessoa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



