Lipedema: 5 mitos e verdades que toda mulher deve conhecer

Dor, hematomas e aumento desproporcional nas pernas podem indicar lipedema; veja como diferenciar sinais e buscar avaliação adequada.

Nem toda gordura que resiste à dieta e ao exercício está relacionada apenas ao excesso de peso. Dor nas pernas, sensação de peso, hematomas que surgem com facilidade e aumento desproporcional do volume dos membros inferiores podem estar associados ao lipedema, uma doença crônica que afeta principalmente mulheres.

A condição ainda é pouco conhecida e pode ser confundida com obesidade, linfedema e doenças venosas. Um estudo publicado no Journal of Vascular Brasileiro estimou que 12,3% da população feminina adulta brasileira apresenta sintomas compatíveis com alta probabilidade de lipedema. O dado foi incorporado ao Consenso Brasileiro de Lipedema, elaborado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).

1. Lipedema é apenas excesso de peso? Mito

O lipedema envolve o acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Essa gordura pode ser resistente à perda de peso, mesmo quando a mulher mantém alimentação equilibrada e pratica exercícios.

Dor ao toque, inchaço, sensação de peso e facilidade para formar hematomas também podem fazer parte do quadro. “O maior desafio hoje não é apenas tratar o lipedema, mas fazer com que ele seja reconhecido precocemente”, afirma a cirurgiã plástica Patricia Lyra, citada no material.

2. Lipedema e linfedema são a mesma coisa? Mito

Embora possam apresentar sinais parecidos, são condições diferentes. O linfedema está ligado ao acúmulo de líquidos por alterações no sistema linfático. Já o lipedema envolve uma distribuição anormal de gordura. Doenças venosas e obesidade também podem dificultar a identificação correta.

3. Dieta e exercício fazem a doença desaparecer? Mito

Alimentação equilibrada e atividade física são importantes, mas não fazem o lipedema desaparecer. O cuidado pode envolver fisioterapia, acompanhamento nutricional, terapia compressiva, exercícios e estratégias para o manejo da inflamação.

O objetivo não é apenas estético. “Hoje o entendimento é de que o principal objetivo é devolver funcionalidade, reduzir dor, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida da paciente”, explica Patricia.

4. O diagnóstico é simples? Mito

O diagnóstico pode levar tempo porque os sintomas se sobrepõem aos de outras doenças. A avaliação é predominantemente clínica, considerando a história da paciente, os sinais apresentados e a exclusão de condições semelhantes.

5. O tratamento pode incluir cirurgia? Verdade

A abordagem depende das características e da evolução de cada caso. Quando há indicação clínica, persistência dos sintomas e comprometimento funcional, a cirurgia pode ser considerada. A decisão deve ser feita por uma equipe de saúde, após avaliação individualizada.

Dor frequente, hematomas recorrentes, peso nas pernas ou aumento desproporcional dos membros são motivos para procurar avaliação médica. A informação não substitui o diagnóstico, mas pode ajudar a encurtar o caminho até o cuidado adequado.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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