Chás emagrecedores funcionam? Veja riscos e limites
Especialista explica por que chás diuréticos não eliminam gordura e quais cuidados são necessários antes do consumo frequente.
Chás “detox”, “seca barriga” e outras bebidas anunciadas como aliadas do emagrecimento continuam aparecendo nas redes sociais e nas prateleiras. Mas a redução rápida na balança nem sempre significa perda de gordura: em muitos casos, pode ser apenas eliminação temporária de líquidos.
Segundo Maria Simões, endocrinologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, nenhum chá é capaz de promover emagrecimento de forma isolada. A especialista alerta que o consumo sem orientação, principalmente em excesso, pode trazer riscos à saúde.
Chá diurético emagrece?
Algumas ervas têm efeito diurético e aumentam a eliminação de água pela urina. Isso pode fazer o peso diminuir por um período curto, mas não representa necessariamente redução de gordura corporal. Bebidas com efeito laxativo também podem alterar o funcionamento do intestino sem produzir um resultado real e sustentável.
“É importante diferenciar perda de peso de perda de gordura. Quando uma pessoa consome substâncias com efeito diurético ou laxativo, pode perceber uma redução momentânea no peso, mas isso não significa que o organismo eliminou gordura. O emagrecimento saudável acontece por meio de mudanças sustentáveis e não por soluções rápidas”, explica Maria Simões.
Quais são os riscos dos chás emagrecedores?
O problema não está em tomar uma xícara de chá ocasionalmente, mas em transformar a bebida na principal estratégia para perder peso. Misturas com várias ervas podem ter composição pouco conhecida e dificultar a previsão dos efeitos no organismo.
Entre os possíveis problemas associados ao consumo excessivo estão:
- desidratação;
- alterações no funcionamento do intestino;
- desequilíbrios no organismo;
- interações com medicamentos;
- piora de determinadas condições de saúde.
“Natural não é sinônimo de inofensivo. Muitas substâncias de origem vegetal possuem efeitos no organismo e podem interagir com medicamentos ou piorar determinadas condições de saúde”, alerta a endocrinologista.
Quem deve ter atenção redobrada?
Pessoas que usam medicamentos continuamente ou têm doenças crônicas, além de quem apresenta alterações nos rins, fígado ou intestino, devem procurar orientação antes de incluir compostos naturais na rotina. Gestantes e lactantes também não devem consumir preparações com ervas sem avaliação profissional.
Substituir refeições por chás é outra prática que merece cuidado. Além de não ser sustentável, a estratégia pode prejudicar a alimentação e aumentar o risco de deficiências nutricionais.
Chá pode fazer parte da rotina?
Sim. A bebida pode integrar uma alimentação equilibrada e ajudar a diversificar a ingestão de líquidos, desde que não seja tratada como medicamento para emagrecer. O resultado depende de um conjunto de fatores, como alimentação, atividade física, sono, rotina e características individuais.
“Não precisamos transformar o chá em vilão, mas também não podemos atribuir a ele um efeito que não possui”, conclui Maria Simões. Diante de dificuldade para perder peso, a recomendação é buscar avaliação profissional para entender as causas e definir uma estratégia segura.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



