Beber água durante as refeições faz mal? Veja a verdade
Para pessoas saudáveis, pequenos goles de água não atrapalham a digestão; já o excesso e algumas bebidas merecem atenção à mesa.
A ideia de que beber água durante as refeições “dilui” o suco gástrico e atrapalha a digestão é bastante conhecida, mas não passa de um mito para pessoas saudáveis. Pequenos goles podem acompanhar a comida sem comprometer a digestão ou a absorção de nutrientes.
O cuidado está menos em eliminar os líquidos e mais em observar a quantidade, o tipo de bebida e a forma como a refeição é feita. Beber em excesso ou usar o líquido para “empurrar” alimentos pouco mastigados pode provocar desconforto.
Quanto de água beber durante a refeição?
De acordo com Cintya Bassi, coordenadora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, pequenos goles são bem tolerados e podem até auxiliar a mastigação. “Beber água durante as refeições não prejudica a digestão. Pequenos goles podem, inclusive, auxiliar a mastigação e são bem tolerados”, explica.
A especialista ressalta que grandes volumes podem aumentar a sensação de estufamento e, em pessoas predispostas, favorecer sintomas de refluxo. Uma estratégia citada é beber entre 200 e 300 ml de água de 15 a 30 minutos antes da refeição.
Durante a alimentação, não existe uma quantidade mínima obrigatória. Se houver sede, a água pode ser consumida em pequenos goles, com a recomendação de não ultrapassar cerca de 300 ml.
Nem toda bebida combina com a refeição
A água é uma das melhores escolhas para acompanhar o prato, especialmente para quem quer controlar o peso ou reduzir o consumo de calorias líquidas. Refrigerantes e bebidas alcoólicas podem aumentar a ingestão calórica e contribuir para gases e desconforto abdominal.
Mesmo as versões sem açúcar dos refrigerantes não oferecem benefícios nutricionais relevantes e devem ser consumidas com moderação. Os sucos naturais também pedem atenção: ao reunir o açúcar de várias frutas em um único copo, eles podem ter menos fibras e menor poder de saciedade do que a fruta inteira.
“Na maioria das vezes, a fruta inteira é a melhor escolha porque fornece fibras, contribui para a saciedade e tende a gerar um menor impacto glicêmico”, afirma Cintya.
Chás podem interferir na absorção de ferro
Chás sem açúcar são alternativas para variar o consumo de bebidas, mas alguns tipos devem ser afastados das refeições principais. Chá-preto, chá-verde e chá-mate são ricos em taninos, que podem reduzir a absorção de ferro.
Por isso, especialmente quando o prato inclui feijão, lentilha, grão-de-bico ou vegetais verde-escuros, a água pode ser uma escolha mais interessante. Pessoas com deficiência de ferro ou maior risco de anemia devem preferir esses chás em outros momentos do dia.
No fim, não é preciso cortar a água da mesa. A orientação é respeitar a sede, beber devagar, mastigar bem e priorizar opções que contribuam para uma alimentação equilibrada.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



