Saúde emocional protege o cérebro no envelhecimento
Estresse, ansiedade, sono e vínculos sociais influenciam a cognição e o envelhecimento saudável
Quando se fala em saúde do cérebro e envelhecimento saudável, a atenção costuma se voltar para alimentação equilibrada, atividade física e exercícios cognitivos. No entanto, a saúde emocional é um aspecto fundamental que merece destaque nessa discussão. Estresse crônico, ansiedade e depressão podem afetar a memória, a atenção e outras funções cognitivas ao longo da vida.
Essa relação é complexa e envolve fatores biológicos e comportamentais, como emoções, qualidade do sono, convivência social e hábitos de vida, que se interconectam e influenciam o funcionamento cerebral, especialmente durante o envelhecimento.
Impacto do estresse na cognição
Em situações de estresse prolongado, o organismo fica exposto a níveis elevados de cortisol, hormônio relacionado à resposta ao estresse. Essa exposição contínua pode prejudicar estruturas cerebrais envolvidas em processos como a memória, aumentando a vulnerabilidade a alterações cognitivas.
Assim, cuidar da saúde emocional vai além de buscar tranquilidade; envolve reconhecer sinais persistentes de ansiedade, tristeza ou sobrecarga e buscar acompanhamento adequado quando necessário.
Depressão, memória e isolamento social
Estudos científicos indicam que idosos com sintomas depressivos tendem a apresentar pior desempenho em avaliações cognitivas e maior risco de desenvolver demência ao longo do tempo. Essa associação envolve tanto aspectos neurobiológicos quanto mudanças comportamentais, como a redução da interação social e da estimulação mental.
“Segundo pesquisas, idosos com sintomas depressivos apresentam pior desempenho em testes cognitivos e maior probabilidade de desenvolver demência ao longo dos anos. Esse impacto ocorre porque a depressão afeta tanto aspectos neurobiológicos quanto comportamentais, como a redução do engajamento social e da estimulação mental”, explica a gerontóloga e pesquisadora da USP Thaís Bento Lima-Silva, parceira científica do Supera – Estimulação Cognitiva.
O isolamento social pode diminuir a prática de atividades físicas, o contato com outras pessoas e o envolvimento em tarefas que estimulam o cérebro. Por outro lado, a convivência social exige comunicação, atenção, memória, tomada de decisões e adaptação, habilidades que fortalecem a chamada reserva cognitiva, que ajuda o cérebro a lidar com as mudanças do envelhecimento.
Prevenção e cuidado integrados
Manter vínculos sociais, dormir bem, praticar atividade física regularmente, alimentar-se de forma equilibrada e acompanhar condições crônicas são atitudes que se relacionam com a saúde física, emocional e cognitiva. A abordagem integrada do envelhecimento saudável recomenda que esses cuidados comecem antes do surgimento de dificuldades de memória ou outros sinais.
Esses temas serão abordados no 8º Despertando a Sociedade para a Saúde do Cérebro, evento que ocorrerá no dia 19 de setembro, no edifício Bunkyo, na Liberdade, em São Paulo, a partir das 8h30. A programação integra também as ações do Setembro Lilás, que mobiliza a rede Supera para atividades especiais relacionadas à saúde cerebral.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



