Fisioterapia respiratória ajuda a prevenir crises na primavera
Com mais pólen, poeira e ácaros no ar, fisioterapia pode apoiar a respiração e a recuperação de pessoas com alergias ou doenças pulmonares.
Com a aproximação da primavera, o aumento da circulação de pólen, poeira e ácaros no ar eleva a incidência de sintomas respiratórios em pessoas sensíveis. Na região Sul do Brasil, estima-se que entre 20% e 25% da população apresente algum tipo de sensibilidade relacionada a flores e plantas, o que pode desencadear reações alérgicas como rinite, conjuntivite, asma e polinose.
O contato do pólen de gramíneas, árvores como ipês e carvalhos, e ervas daninhas com as mucosas provoca inflamação e sintomas variados, incluindo:
- Rinite sazonal: espirros em série, coriza, congestão nasal e coceira no nariz e garganta;
- Conjuntivite: olhos vermelhos, lacrimejantes, inchados e com coceira intensa;
- Asma: tosse, chiado no peito e falta de ar em indivíduos predispostos;
- Polinose: quadro inflamatório sistêmico leve que simula sintomas gripais recorrentes durante a polinização.
O papel da fisioterapia respiratória
Segundo Anderson Brandão dos Santos, professor do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), a fisioterapia respiratória pode ser iniciada antes do surgimento das crises para prevenir e tratar disfunções pulmonares. “A especialidade ajuda na prevenção, no tratamento e na reabilitação de diferentes disfunções do sistema pulmonar”, explica.
Mais do que eliminar secreções, a fisioterapia respiratória busca manejar o funcionamento pulmonar e recuperar a funcionalidade do paciente. A avaliação individualizada permite definir estratégias para melhorar a ventilação, reduzir o esforço respiratório, fortalecer a musculatura torácica e aumentar a capacidade física e a tolerância às atividades diárias.
Enquanto a eliminação de secreções pode trazer alívio imediato, a reabilitação muscular exige um trabalho progressivo, que varia conforme a gravidade do quadro e a idade do paciente.
Indicações amplas e cuidados especiais
Além das alergias sazonais, a fisioterapia respiratória é indicada para condições como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose cística, bronquiectasia, pneumonia e bronquiolite. Também é recomendada no pré e pós-operatório de cirurgias torácicas, cardíacas, abdominais ou bariátricas, para pacientes acamados e em casos de distúrbios neuromusculares, como esclerose lateral amiotrófica e sequelas de AVC.
Para idosos, especialmente acima de 70 anos, os exercícios respiratórios são fundamentais para preservar a força, mobilidade e autonomia. “Nosso objetivo não é olhar apenas para a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões. Devemos pensar no indivíduo de maneira global: respirar melhor para conseguir se movimentar bem, realizar suas atividades e preservar sua autonomia”, destaca o professor Santos.
É importante que pessoas com sintomas respiratórios recorrentes busquem avaliação profissional para indicação adequada da fisioterapia respiratória, considerando as condições clínicas e necessidades individuais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



