Saúde mental no trabalho: por que manter o tratamento importa
Custos, acesso e continuidade do cuidado ajudam a explicar o avanço dos afastamentos por ansiedade e depressão no Brasil
Manter um tratamento de saúde mental ao longo do tempo pode ser difícil por diversos motivos, como efeitos colaterais iniciais dos medicamentos, dificuldade de acesso a atendimentos e o peso dos custos mensais. A interrupção desse cuidado pode afetar a rotina, a qualidade de vida e o desempenho no trabalho.
De acordo com relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as doenças crônicas não transmissíveis e os transtornos mentais podem causar perdas econômicas superiores a US$ 7,3 trilhões na América do Sul entre 2020 e 2050. No Brasil, a estimativa é de prejuízo de até US$ 3,7 trilhões no mesmo período.
Ansiedade e depressão entre as principais causas de afastamento
Dados do Ministério da Previdência Social indicam que, em 2025, transtornos de ansiedade e episódios depressivos foram os principais motivos para concessão de benefícios por incapacidade temporária, totalizando mais de 290 mil afastamentos. No mesmo ano, o país registrou mais de 546 mil licenças relacionadas à saúde mental, um recorde histórico que evidencia o impacto do adoecimento psíquico sobre a produtividade e os custos assistenciais das empresas.
Riscos da interrupção do tratamento
A médica Ana Caroline Vicenzi, diretora médica e responsável pelos programas de saúde mental da Dr. Online, destaca que o início do tratamento medicamentoso pode envolver um período de adaptação com efeitos colaterais, tornando essencial a orientação profissional contínua para garantir a segurança e a adesão do paciente.
Luana Camargo Brito, gerente de governança clínica da Dr. Online, ressalta que a continuidade do tratamento depende de mais do que a vontade individual, pois barreiras de acesso podem levar à interrupção precoce, comprometendo os ganhos clínicos e a qualidade de vida. Ela enfatiza que qualquer ajuste ou suspensão do tratamento deve ser discutido entre paciente e profissional de saúde, evitando decisões unilaterais.
O papel das empresas no apoio ao tratamento
Programas de Benefício em Medicamentos (PBM) conectam empresas, beneficiários e farmácias credenciadas, oferecendo descontos que facilitam o acesso aos medicamentos e ajudam a reduzir barreiras financeiras que podem levar à interrupção do tratamento. Wilson Oliveira Junior, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios do Grupo EP, destaca que esses programas contribuem para a adesão às terapias prescritas e para a manutenção da regularidade necessária para melhores resultados clínicos.
Além do acesso a medicamentos, iniciativas corporativas podem incluir orientação, telemedicina, acompanhamento e ações de prevenção. Para pessoas que enfrentam transtornos como ansiedade e depressão, ter caminhos claros para buscar ajuda é fundamental, especialmente quando o cuidado precisa ser mantido por meses ou anos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



