Doença cardíaca em cães: sinais que pedem atenção

Cardiopatias podem avançar sem sintomas visíveis; consultas regulares ajudam a identificar alterações e proteger a qualidade de vida dos cães.

Seu cão parece saudável, brinca normalmente e não apresenta nenhum sintoma evidente? Ainda assim, ele pode estar no início de uma doença cardíaca. Esse é o alerta central da campanha Setembro Vermelho, promovida pela Elanco Saúde Animal, que chega à sua 12ª edição com foco no diagnóstico precoce e no acompanhamento veterinário regular.

Entre as cardiopatias mais comuns está a doença mixomatosa da valva mitral, que ocorre com maior frequência em cães de pequeno porte e cuja prevalência aumenta com a idade. Um estudo do Laboratório de Cardiologia Comparada do Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizado com 1.668 cães cardiopatas atendidos em serviço especializado, identificou essa doença em 93,5% dos casos avaliados.

Por que o problema pode passar despercebido?

Segundo Mariana H. Cappellanes Flocke, médica-veterinária e consultora técnica sênior da Elanco, as alterações cardíacas podem ser detectadas durante consultas de rotina, antes que o tutor perceba qualquer mudança no comportamento do animal.

“Muitas vezes, as alterações são identificadas durante consultas de rotina, antes mesmo de o tutor perceber qualquer mudança no comportamento do animal. Por isso, o acompanhamento periódico ao longo de toda a vida é tão importante”, explica.

O risco não se limita a uma faixa etária ou porte específico. Raças como Cavalier King Charles Spaniel, Poodle, Yorkshire Terrier, Dachshund, Maltês e Shih Tzu estão entre as mais associadas à doença mixomatosa da valva mitral. Já cães de grande porte, como Dobermann e Boxer, merecem atenção para outras enfermidades, como a cardiomiopatia dilatada.

Sinais de alerta em cães

Embora esses sintomas possam estar relacionados a outras condições, sua persistência justifica uma avaliação veterinária:

  • Tosse persistente, especialmente após exercícios ou durante a noite;
  • Cansaço excessivo ou menor tolerância a atividades;
  • Dificuldade para respirar;
  • Episódios de desmaio;
  • Perda de apetite;
  • Aumento do volume abdominal.

Durante a consulta, o médico-veterinário pode realizar exame clínico e solicitar exames complementares, como ecocardiograma, eletrocardiograma e radiografias, para confirmar o diagnóstico e definir a conduta mais adequada.

Prevenção começa na rotina

De modo geral, cães adultos devem passar por avaliações clínicas pelo menos uma vez ao ano. Para animais idosos ou de raças predispostas, o veterinário pode recomendar consultas mais frequentes.

Manter o peso corporal adequado, oferecer alimentação equilibrada e estimular atividades físicas compatíveis com a condição do animal também contribuem para a saúde e o bem-estar dos cães. Caso uma cardiopatia seja diagnosticada, o tratamento deve ser definido exclusivamente pelo médico-veterinário, conforme as necessidades de cada paciente.

“A identificação precoce das alterações permite acompanhar a progressão da doença e estabelecer estratégias terapêuticas individualizadas, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos pacientes”, afirma Mariana.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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