Mulheres e inovação marcam encontro dos Laboratórios Oficiais em Curitiba
Evento reuniu 250 participantes para debater produção pública de medicamentos e avanços tecnológicos para o SUS
Entre os dias 26 e 28 de agosto, Curitiba sediou o II Encontro dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil, que reuniu 250 participantes, incluindo profissionais de laboratórios públicos, pesquisadores, autoridades e especialistas do setor farmacêutico. O evento promoveu debates sobre os rumos da produção pública de medicamentos e fármacos para o Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico.
A abertura do encontro foi marcada por uma roda de conversa conduzida pela jornalista Juliana Karam, que abordou a participação das mulheres na indústria farmacêutica. Profissionais de laboratórios públicos, instituições de pesquisa e outras áreas compartilharam experiências e desafios enfrentados, incluindo relatos de mulheres em posições de gestão e direção.
Paraná e sua relevância na rede nacional
O encontro, realizado pela primeira vez na capital paranaense, aproximou representantes de laboratórios oficiais de diversas regiões do país. O Paraná foi escolhido como sede por sua atuação na rede nacional da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), que conta com três instituições associadas no estado: o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI).
Essas instituições desenvolvem atividades complementares que abrangem pesquisa, desenvolvimento tecnológico, produção de insumos, medicamentos e imunobiológicos para a saúde pública. Segundo Djalma Dantas, presidente da Alfob, realizar o encontro em diferentes regiões permite aproximar os participantes da realidade local dos laboratórios públicos. Ele destacou a importância dos laboratórios paranaenses para a produção de insumos destinados ao Ministério da Saúde.
Inovação tecnológica e autonomia nacional
O evento também discutiu as transformações tecnológicas que impactam a indústria farmacêutica, como inteligência artificial, automação, inovação aberta e conceitos da Indústria 4.0. Essas inovações estão relacionadas à busca por maior produtividade, uso qualificado de informações, sustentabilidade e transparência na aplicação de recursos públicos.
Outro tema relevante foi a Lei nº 15.471/2026, que estabelece diretrizes para empresas e produtos estratégicos em saúde. A regulamentação, a ser conduzida pelo Ministério da Saúde e uma comissão interministerial, deverá definir critérios que influenciarão a produção, o desenvolvimento tecnológico e as parcerias dos Laboratórios Oficiais.
No Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), foram apresentados projetos como o desenvolvimento de kits de reagentes para diagnóstico, iniciativas de inovação local e casos de transferência de tecnologia. Um destaque é o projeto Wolbito do Brasil, que utiliza mosquitos com características específicas para auxiliar no combate a doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
O Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI) atua na produção e pesquisa de imunobiológicos para atender às demandas do SUS. A integração entre pesquisa, desenvolvimento e produção foi apontada como estratégia fundamental para ampliar a autonomia nacional na produção de medicamentos, insumos e tecnologias para a saúde.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



