Transplante de fígado é realizado em 2h38 no Paraná

Paciente viajou de Foz do Iguaçu a Curitiba e teve alta seis dias após cirurgia

Em uma operação que uniu logística aérea, equipe médica especializada e estrutura hospitalar, o Hospital Angelina Caron, na Região Metropolitana de Curitiba, realizou um transplante de fígado em tempo recorde. O paciente, Azuil Gomes Teotonio, recebeu alta apenas seis dias após a cirurgia.

O órgão foi captado em Maringá e inicialmente destinado a outro receptor, mas, devido a imprevistos, ficou disponível para Azuil, que estava em Foz do Iguaçu. Para que o transplante fosse possível, era fundamental que o paciente chegasse rapidamente ao hospital.

Transporte aéreo agilizou chegada do paciente

Azuil viajou de avião comercial de Foz do Iguaçu até o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais. De lá, seguiu de helicóptero até o Hospital Angelina Caron, em uma operação coordenada pela rede pública de urgência e emergência. Essa estratégia reduziu um trajeto terrestre que poderia levar cerca de 40 minutos, dependendo do trânsito.

A mobilização envolveu a Diretoria de Urgência e Emergência de Foz do Iguaçu, a Coordenação de Urgência e Emergência do Paraná, o SAMU Curitiba, a equipe aeromédica e o Núcleo de Operações Aéreas da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Cirurgia rápida e eficiente

Quando a cirurgia teve início, o fígado já estava há aproximadamente sete horas fora do corpo do doador, um período crítico para a preservação do órgão. A equipe do Serviço de Transplantes do Hospital Angelina Caron realizou o procedimento em 2 horas e 38 minutos.

O coordenador e chefe do Serviço de Transplantes, Dr. João Eduardo Leal Nicoluzzi, destacou que a agilidade foi possível graças à experiência da equipe, à estrutura do hospital e à integração entre os profissionais envolvidos. “Foi uma corrida contra o tempo desde o início. O paciente estava em Foz do Iguaçu, o órgão havia sido captado em Maringá e, quando começamos o procedimento, já acumulava cerca de sete horas fora do corpo”, explicou.

Rede integrada para salvar vidas

Além da cirurgia, o transplante exigiu uma estrutura completa, incluindo equipes preparadas, exames, centro cirúrgico, anestesia, UTI e acompanhamento pós-operatório. Toda essa estrutura precisou estar pronta enquanto o paciente atravessava o estado, com o tempo de preservação do órgão se esgotando.

O Hospital Angelina Caron mantém seu Serviço de Transplantes desde 2001 e, em 25 anos, já realizou mais de 3,4 mil procedimentos. A história de Azuil foi divulgada durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos.

Após a cirurgia, Azuil evoluiu bem e recebeu alta hospitalar no sexto dia. O caso exemplifica como a decisão de uma família doadora pode mobilizar profissionais, instituições e diferentes meios de transporte para transformar um órgão doado em uma nova chance de vida.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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