Golpe do sósia usa reconhecimento facial para fraudes
Fraudadores buscam pessoas parecidas para tentar burlar biometria; veja como proteger seus dados
Uma nova modalidade de fraude digital, chamada de “golpe do sósia”, tem chamado a atenção das autoridades e especialistas em segurança. Identificada pela Serasa Experian, essa tática envolve criminosos que utilizam tecnologias de reconhecimento facial para encontrar pessoas com rostos semelhantes aos seus, com o objetivo de assumir suas identidades e burlar sistemas de autenticação biométrica.
Diferentemente das fraudes tradicionais, em que o criminoso parte dos dados de uma vítima específica, no golpe do sósia o fraudador começa pelo próprio rosto e busca, em bases de dados e imagens vazadas, indivíduos com até 99% de similaridade facial. Essa estratégia inverte a lógica da fraude, permitindo que o criminoso escolha a identidade com maior chance de passar pelas barreiras de segurança.
Como funciona o golpe do sósia
Os fraudadores utilizam motores de comparação facial para analisar diversas imagens e localizar pessoas com características físicas muito próximas às suas. Com isso, tentam usar documentos e informações dessas vítimas em operações como cadastros, aberturas de contas e outras transações digitais.
Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, destaca que “esse movimento mostra uma mudança importante na lógica da fraude de identidade. O criminoso passa a usar a própria tecnologia para escolher uma identidade com maior chance de passar pelas barreiras de segurança”.
Segundo o Mapa da Fraude do primeiro semestre de 2026, as soluções antifraude da Serasa Experian identificaram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade em operações de onboarding, cadastros e aberturas de contas, um aumento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. Isso representa uma ocorrência a cada 5,5 segundos, com prejuízo evitado estimado em R$ 3,77 bilhões.
Recomendações para consumidores
Para reduzir o risco de ser vítima desse tipo de golpe, especialistas recomendam cuidados como:
- Não compartilhar fotos de documentos ou selfies com documentos em redes sociais, aplicativos de mensagem ou canais não oficiais;
- Fornecer dados biométricos e documentos apenas em ambientes confiáveis, como sites e aplicativos oficiais;
- Desconfiar de pedidos inesperados de fotos ou reconhecimento facial, especialmente quando enviados por links, e-mails, mensagens ou QR Codes;
- Evitar publicar imagens de documentos nas redes sociais, mesmo que parte das informações esteja coberta;
- Proteger dispositivos com senhas fortes, autenticação em dois fatores e manter sistemas atualizados;
- Monitorar regularmente o CPF e ficar atento a movimentações suspeitas, como contas, compras ou empréstimos não reconhecidos.
Importância da autenticação multifatorial
Bartolassi ressalta que a biometria facial não deve ser a única camada de segurança. “A combinação de diferentes sinais, como validação documental, prova de vida, dados cadastrais e análise do dispositivo, ajuda a identificar inconsistências que uma única camada pode não capturar”.
Em caso de suspeita de fraude, a orientação é entrar em contato diretamente com a empresa envolvida por meio de canais oficiais e evitar fornecer novas fotos ou documentos a contatos não confirmados.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA


