Asma pode afetar dentes, gengivas e a mordida

Boca seca, cáries e alterações na mordida estão entre os impactos associados à asma e ao uso de medicamentos, segundo especialista do CROSP.

A asma não afeta apenas a respiração. A doença e os medicamentos utilizados para controlá-la também podem influenciar a saúde bucal, favorecendo boca e garganta secas, cáries, desgaste do esmalte dentário e inflamações nas gengivas. Em alguns casos, a respiração bucal pode ainda estar associada a alterações no desenvolvimento da mordida.

O alerta é do cirurgião-dentista Dr. Gabriel Ribeiro, presidente da Câmara Técnica de Ortopedia Funcional dos Maxilares do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 235 milhões de pessoas tenham asma em todo o mundo.

Como a asma pode repercutir na boca

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, especialmente dos brônquios. Durante as crises, a resposta exagerada a determinados estímulos ambientais pode dificultar a passagem do ar para os pulmões.

Na saúde bucal, o uso de medicamentos pode contribuir para o ressecamento da boca e da garganta. A redução da umidade favorece desconfortos e pode aumentar o risco de cáries. O especialista também cita desgaste do esmalte, gengivas avermelhadas e inflamadas e mudanças na mordida.

Entre as alterações possíveis estão a mordida aberta, muitas vezes associada à respiração bucal, e um palato — o céu da boca — mais profundo. A presença desses sinais não substitui uma avaliação profissional, mas reforça a importância de manter o acompanhamento odontológico em dia.

Cuidados antes e durante a consulta odontológica

Para quem tem asma, informar ao cirurgião-dentista o histórico da doença e das crises é uma etapa importante antes do atendimento. Consultas periódicas também ajudam na prevenção e permitem identificar mudanças logo no início.

  • Avise quais medicamentos são usados para controlar a asma;
  • Conte ao dentista com que frequência ocorrem as crises;
  • Leve a bombinha de alívio às consultas odontológicas;
  • Confirme com o profissional quais medicamentos serão utilizados no atendimento.

O cuidado com os remédios é especialmente relevante. De acordo com Ribeiro, anti-inflamatórios não esteroides podem desencadear crises em alguns pacientes. Por isso, a escolha da medicação deve ser feita pela equipe responsável, considerando o histórico de cada pessoa.

Tratamento integrado ajuda no controle

“O tratamento multidisciplinar da asma vai além da medicação prescrita no consultório”, orienta o especialista. A proposta envolve a atuação integrada de pneumologistas, alergistas, fonoaudiólogos e cirurgiões-dentistas, conforme as necessidades do paciente.

A asma atualmente não tem cura definitiva, mas pode ser controlada com tratamento adequado e acompanhamento profissional. “Isso significa que uma pessoa com asma pode passar anos sem apresentar sintomas ou limitações, praticar atividades físicas e ter uma vida perfeitamente normal”, finaliza o Dr. Gabriel.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 30 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar