Além da balança: como a alimentação preserva a autonomia
Nutricionista explica por que força, massa muscular e independência também fazem parte do cuidado alimentar ao longo da vida.
Quando o assunto é alimentação, a balança costuma ocupar o centro das atenções. No entanto, o peso sozinho não revela aspectos importantes como perda de massa muscular, deficiência de nutrientes, redução da força ou dificuldades que podem afetar a recuperação e a realização de tarefas do dia a dia. No Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, o alerta é para um olhar mais amplo sobre a saúde.
Dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 12% das pessoas idosas estão abaixo do peso adequado, enquanto mais da metade apresenta excesso de peso. Embora sejam situações diferentes, ambas exigem atenção, pois podem estar associadas a desequilíbrios nutricionais e impactos sobre a saúde e a autonomia.
O que a consulta nutricional avalia?
O trabalho do nutricionista vai além da perda de peso. Sua atuação abrange desde a prevenção e o acompanhamento de condições crônicas até o cuidado durante internações e a recuperação após a alta hospitalar.
Segundo Giselli Prucoli, nutricionista da MedSênior, a alimentação deve ser entendida como parte de um cuidado contínuo. “O nutricionista não atua apenas quando existe uma condição de saúde ou quando o objetivo é emagrecer. A alimentação influencia diferentes processos do organismo e pode contribuir para a prevenção, o controle de condições já existentes e a preservação da capacidade funcional. Por isso, o plano alimentar precisa considerar a rotina, as preferências, o estado de saúde e os objetivos de cada pessoa”, explica.
Envelhecimento exige adaptações
Com o avanço da idade, mudanças no apetite, no paladar, na mastigação, na absorção de nutrientes e na composição corporal podem exigir ajustes na alimentação, mesmo quando o peso parece estável.
A ingestão adequada de proteínas, vitaminas, minerais, fibras e líquidos ajuda a preservar a massa muscular, a força, a saúde óssea e a disposição. Também contribui para prevenir a desnutrição e a sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular.
Sem acompanhamento, essas alterações podem passar despercebidas até começarem a interferir na rotina, dificultando caminhar, levantar-se de uma cadeira, subir escadas ou realizar tarefas sem ajuda.
“Envelhecer com saúde está diretamente relacionado à possibilidade de continuar fazendo escolhas e realizando as atividades do dia a dia com independência. A alimentação adequada ajuda a manter a força, o equilíbrio e a disposição necessários para isso”, destaca Giselli.
Quando buscar orientação?
Não é preciso esperar uma mudança significativa no peso ou uma alteração nos exames para procurar um nutricionista. O acompanhamento pode ser preventivo e deve ser revisto sempre que houver mudanças na rotina, no estado de saúde, no apetite ou na capacidade funcional.
- Prevenir ou controlar diabetes, hipertensão e colesterol elevado;
- Identificar perda de peso ou massa muscular;
- Ajustar a alimentação às mudanças do envelhecimento;
- Adequar o consumo de proteínas, fibras, vitaminas, minerais e líquidos;
- Recuperar o estado nutricional após uma internação;
- Preservar força, autonomia e qualidade de vida.
Mais do que definir regras rígidas para o prato, o cuidado nutricional busca construir estratégias possíveis para a rotina. Afinal, os resultados também aparecem na força para caminhar, na recuperação e na independência para continuar vivendo o cotidiano.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



