Voluntariado no INTO transforma acolhimento em esperança

Ações de humanização já beneficiaram mais de 4,9 mil pacientes neste ano e incluem esporte adaptado, recreação e autoestima

Um abraço, uma atividade recreativa ou uma aula de esporte podem transformar a experiência de quem enfrenta um tratamento médico. No Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio de Janeiro, o trabalho voluntário tem sido fundamental para tornar a rotina de pacientes e acompanhantes mais acolhedora. Em 2023, mais de 4,9 mil pessoas já foram beneficiadas pelas ações de humanização promovidas por voluntários.

Gabriel da Silva Guedes, de 19 anos, é um exemplo vivo do impacto dessas iniciativas. Paciente do INTO desde os quatro anos, quando foi diagnosticado com uma doença rara, ele encontrou nas visitas ao leito, especialmente de grupos de palhaçaria, momentos de alegria que suavizaram seu período de internação.

Essa experiência despertou nele o desejo de também ajudar outras pessoas. Atualmente, Gabriel, estudante de Engenharia Civil, participa de um projeto que apoia pessoas neurodivergentes a ingressar na faculdade e pretende levar essa esperança a outros pacientes do instituto.

“Nos momentos em que eu mais precisei, um voluntário me abraçou, me trouxe esperança, alegria e me tirou um sorriso. Esse sorriso virou um sonho e hoje se tornou realidade”, relata Gabriel.

Atividades que ampliam o acolhimento

As ações voluntárias no INTO são integradas à Política Nacional de Humanização e incluem escuta ativa, atividades culturais, recreativas e de apoio. Além da palhaçaria, os pacientes participam de tênis em cadeira de rodas, oficinas de autoestima com cortes de cabelo e atividades lúdicas na pediatria, como a confecção de bonequinhos com tampinhas de garrafa.

O professor de educação física Sérgio Alves dos Santos, de 63 anos, que conduz as aulas de tênis adaptado, destaca os benefícios que vão além do esporte. “Muda a alegria, a satisfação de acordar cedo e vir fazer aula com o tio Sérgio. Ajuda no cognitivo, ajuda no físico, ajuda na socialização”, afirma. Ele observa que algumas crianças que chegaram praticamente sem falar já evoluíram na comunicação, e que alguns participantes já competem em torneios, inclusive internacionais.

Voluntariado que fortalece o tratamento

Além de promover acolhimento e interação, o voluntariado contribui para que o paciente se sinta menos isolado durante o tratamento. Sandra Fantti, chefe substituta da área de Voluntariado, explica que esse vínculo favorece a adesão ao cuidado.

Michelly Coutinho, chefe da Área de Política Nacional de Humanização, ressalta que o trabalho voluntário complementa, mas não substitui, a assistência dos profissionais do INTO. “Ser voluntário requer compromisso, responsabilidade, respeito e disposição para ouvir”, destaca.

Quem deseja atuar como voluntário no INTO pode apresentar sua proposta por meio do site da instituição, preenchendo um formulário e enviando uma mensagem informando a atividade pretendida. Em seguida, é agendada uma entrevista presencial para avaliação da proposta.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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