Erva-mate amplia aplicações e conquista mercado global
Ingrediente tradicional brasileiro ganha espaço em novas indústrias e destaca sustentabilidade
A erva-mate, ingrediente ancestral da cultura brasileira, conhecido pelo consumo em chimarrão, tereré e mate tostado, está conquistando novos espaços no mercado industrial. Além de manter sua forte conexão com as tradições, a planta tem sido explorada como matéria-prima para bebidas, infusões, blends, alimentos e outras formulações de origem vegetal.
Esse movimento acompanha a crescente demanda por ingredientes naturais que promovam bem-estar, brasilidade e práticas de produção sustentáveis. A erva-mate possui naturalmente cafeína e compostos fenólicos, como polifenóis, reconhecidos por sua atividade antioxidante, características que despertam interesse em diversos segmentos industriais.
Novas frentes para um ingrediente tradicional
A Leão, líder com 86,8% de participação no segmento de erva-mate tostada, estruturou uma frente dedicada ao fornecimento da matéria-prima para outras empresas. Nos últimos dois anos, a companhia desenvolveu especificações técnicas, diferentes cortes e granulometrias para atender às necessidades industriais.
Além disso, foram criadas embalagens de 20 e 400 quilos para esse mercado, com vendas já registradas no Brasil e prospecção de clientes no exterior. Segundo Alessandro Pendiuk, Head de Supply Chain da Leão, “a erva-mate tem uma combinação muito especial: é um ingrediente profundamente ligado à nossa história, mas que conversa diretamente com o que o consumidor procura hoje, oferecendo naturalidade, bem-estar, origem e brasilidade”.
Mercado global em expansão
O interesse pela erva-mate ultrapassa as fronteiras brasileiras. De acordo com a Data Bridge Market Research, o mercado global foi avaliado em US$ 1,6 bilhão em 2024 e pode alcançar cerca de US$ 2,4 bilhões até 2032, representando um crescimento de aproximadamente 50% no período.
Tradição e sustentabilidade
O cultivo da erva-mate tem papel histórico, social, ambiental e econômico especialmente no Sul do Brasil, contribuindo para a geração de trabalho, renda e permanência de famílias no campo. A cultura integra práticas do Plano ABC+, do Ministério da Agricultura, voltado à agricultura de baixa emissão de carbono, e seus sistemas produtivos ajudam na manutenção da cobertura florestal e na captura de carbono na biomassa e no solo.
Em 2025, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconheceu o sistema tradicional agroflorestal de erva-mate sombreada na Floresta com Araucárias do Paraná como um Sistema Agrícola de Importância Global. Essa prática, desenvolvida por povos indígenas e comunidades tradicionais, concilia atividade econômica com a preservação da floresta e sua biodiversidade.
Assim, a erva-mate se posiciona como uma plataforma de inovação que une história, brasilidade, atributos de bem-estar e uma cadeia produtiva comprometida com a conservação ambiental, abrindo novas oportunidades sem perder suas raízes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



