Parar de fumar: benefícios aparecem em qualquer idade

Cigarro, charuto e vape oferecem riscos diferentes, mas abandonar a nicotina pode melhorar a saúde e a qualidade de vida.

Mesmo depois de décadas fumando, parar ainda faz diferença — e os benefícios começam pouco tempo após o último cigarro. A interrupção do tabagismo reduz a exposição contínua a substâncias relacionadas a doenças cardiovasculares, respiratórias e diferentes tipos de câncer.

O tema ganha destaque às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto. Segundo o Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, 11,5% dos adultos entrevistados nas capitais brasileiras e no Distrito Federal declararam ser fumantes. Quando entram na conta os cigarros convencionais e os dispositivos eletrônicos para fumar, o percentual chega a 13,1%.

O risco não está apenas no cigarro

O tabagismo pode afetar várias partes do organismo. Além do câncer de pulmão, o consumo de produtos derivados do tabaco está relacionado a doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e tumores de boca, garganta, língua e esôfago.

Entre as doenças respiratórias associadas ao hábito está a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que provoca limitação persistente do fluxo de ar. Falta de ar, tosse prolongada, chiado no peito e dificuldade para realizar tarefas cotidianas são sinais que merecem investigação.

“Existe a ideia equivocada de que, depois de décadas fumando, parar já não fará tanta diferença. Mas nunca é tarde para parar de fumar. Não devemos olhar apenas para os anos em que a pessoa fumou, mas também para os que ainda têm pela frente. Interromper a exposição às substâncias tóxicas do tabaco contribui para preservar a saúde, a capacidade funcional e a qualidade de vida”, explica o pneumologista Cristiano Nascimento, superintendente nacional de Práticas Assistenciais da MedSênior.

Charuto e cigarro eletrônico também oferecem riscos

O charuto não é uma alternativa segura ao cigarro convencional. Mesmo quando a fumaça não é tragada, existe exposição à nicotina e a substâncias tóxicas e cancerígenas.

Já os dispositivos eletrônicos para fumar produzem aerossóis que podem conter substâncias nocivas, com ou sem nicotina. No Brasil, a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda desses produtos são proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O que muda depois de parar?

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o organismo começa a reagir logo após a interrupção:

  • Em 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação retornam aos níveis normais;
  • Em 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
  • Em 3 semanas, respiração e circulação apresentam melhora;
  • Em 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido pela metade.

Como começar a parar de fumar

A dependência da nicotina envolve aspectos físicos e comportamentais. Por isso, o processo pode incluir acompanhamento comportamental e, quando indicado por um profissional de saúde, medicamentos.

Estabelecer uma data, reconhecer os gatilhos, retirar cigarros e isqueiros de casa, modificar rotinas e contar com uma rede de apoio são medidas que podem ajudar. Também é importante buscar orientação profissional para avaliar o grau de dependência e definir a estratégia mais adequada.

“Parar de fumar é um processo e cada pessoa pode percorrê-lo de uma forma diferente. Algumas conseguem interromper o consumo de uma vez, enquanto outras precisam de acompanhamento e tratamento. Uma tentativa que não deu certo não deve ser encarada como motivo para desistir”, reforça o especialista.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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