Paraná oferece 19 postos para coleta de DNA de familiares
Mobilização nacional ajuda a identificar pessoas desaparecidas; coleta é gratuita, rápida e pode ser feita com cotonete ou gota de sangue.
Famílias paranaenses que ainda não forneceram material genético para ajudar na localização de pessoas desaparecidas podem procurar um dos 19 postos oficiais de coleta disponíveis no estado. A ação faz parte da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, realizada de 24 a 28 de agosto pela Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).
A iniciativa busca ampliar as possibilidades de identificação de pessoas não identificadas, vivas ou falecidas. O material coletado é comparado continuamente com perfis genéticos cadastrados em bancos locais e nacionais, na tentativa de encontrar vínculos de parentesco.
Quem pode fazer a coleta de DNA?
Sempre que possível, a recomendação é priorizar familiares de primeiro grau. A ordem de preferência para a testagem é:
- pai e/ou mãe biológicos;
- filhos biológicos e o outro genitor;
- irmãos biológicos, filhos da mesma mãe e do mesmo pai.
Quando não for possível seguir essa ordem, outros familiares também poderão ser considerados. A família não precisa mais morar no local onde o desaparecimento foi registrado: basta informar a origem da ocorrência no momento da coleta.
Como funciona o procedimento
Realizada por peritos oficiais, a coleta é gratuita, rápida e indolor. O procedimento pode ser feito com um cotonete passado na parte interna da bochecha ou com uma pequena gota de sangue retirada do dedo.
Para o atendimento, é importante levar um documento de identidade e as informações do Boletim de Ocorrência da pessoa desaparecida, como número, estado e delegacia. Se estiverem disponíveis, objetos pessoais que possam conter DNA — entre eles escova de dentes, dente de leite ou cordão umbilical — também podem ser apresentados.
Os endereços dos 19 postos no Paraná estão disponíveis na lista oficial do Ministério da Justiça. Caso o familiar não possa comparecer, a orientação é entrar em contato com o posto mais próximo para avaliar outra forma de viabilizar o procedimento.
DNA também apoia investigações
Além de ajudar as famílias, o cruzamento de perfis pode conectar investigações diferentes. Um caso de desaparecimento, por exemplo, pode se relacionar à apuração de um homicídio cuja vítima ainda não foi identificada. Com a confirmação genética, informações sobre a rotina, os vínculos e o desaparecimento podem contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte.
A Seção de Genética Molecular Forense da Polícia Científica do Paraná iniciou as atividades em 2001. Atualmente, o estado tem 735 amostras de familiares cadastradas no CODIS e 501 perfis genéticos cadavéricos. Ao longo desse período, foram realizadas 25 identificações de pessoas desaparecidas por meio de DNA.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



