IA na mineração busca decisões mais rápidas na operação

Na Exposibram 2026, a TIMining apresenta soluções para integrar dados, identificar desvios e apoiar decisões durante o turno de trabalho.

Em uma mina, a quantidade de dados gerados não é necessariamente o maior desafio. O ponto decisivo é conseguir transformar informações de planejamento, geologia, sensores, frota e produção em decisões antes que um desvio provoque impactos maiores. Essa é a proposta apresentada pela TIMining na Exposibram 2026, realizada de 24 a 27 de agosto, na Expominas, em Belo Horizonte.

A empresa chilena de tecnologia participa do evento com soluções de inteligência operacional e inteligência artificial voltadas à integração entre o que foi planejado e o que está acontecendo na operação. A discussão envolve temas como produtividade, custos, segurança e qualidade do minério.

Por que integrar dados pode fazer diferença

Uma operação de mineração precisa acompanhar não apenas quanto material foi movimentado, mas também se a extração ocorreu no local, na sequência, na geometria, no tempo e com o destino previstos. Quando a execução se distancia do plano, o efeito pode alcançar carregamento, transporte, estoques e planta.

O problema é que as informações costumam estar distribuídas em sistemas diferentes, implantados em momentos distintos. Sem uma visão operacional comum, a equipe pode receber um alerta quando já não há tempo suficiente para corrigir o impacto dentro do turno.

“A pergunta crítica não é quantos dados uma mina possui, mas se esses dados permitem identificar, dentro do turno, o que se afastou do plano e qual ação deve ser tomada. O valor se perde quando a informação chega depois que a operação já avançou”, afirma Phillip Whatmore, CEO da TIMining.

Como funciona a proposta da TIMining

A plataforma TIMining CORE conecta dados de sistemas de gestão de frotas, planejamento, geologia e outras fontes. Segundo a empresa, a ferramenta não substitui necessariamente as soluções já utilizadas na mina, mas organiza e contextualiza as informações para comparar continuamente o plano com a execução.

A arquitetura combina integração de fontes, modelagem do estado da mina e aplicativos operacionais. Entre os recursos estão visualização em 3D, alertas, interfaces máquina a máquina e ferramentas de inteligência artificial.

Resultados relatados pela TIMining incluem uma melhora de 20% no cumprimento espacial do plano de mineração em uma operação, aumento de 9,3% na velocidade média de transporte de caminhões em outra e a recuperação de mais de 300 horas anuais de escavadeira após a identificação de desvios geológicos e trabalhos de retificação. Os números são apresentados pela própria empresa a partir de cálculos realizados por clientes.

IA como apoio à equipe

O TIM Agent, integrado à plataforma TIMining CORE e apoiado pelo Gemini, permite consultar informações operacionais em linguagem natural, configurar alertas e auxiliar na identificação de possíveis não conformidades antes do fim do turno. A empresa afirma que a tecnologia foi pensada como apoio à tomada de decisão humana, e não como substituta do conhecimento das equipes.

A programação técnica inclui a palestra “Inteligência Operacional: Conectando planejamento, execução e resultados na mineração”, com Nilcelio Santos, KAM e consultor de mineração da TIMining. A apresentação acontece em 26 de agosto, às 16h, na Sala SM5.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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