Amamentação: o que comer e beber durante a lactação

Nutricionista explica como a alimentação influencia o leite materno e esclarece dúvidas sobre água e café

Durante a amamentação, muitas mães têm dúvidas sobre o que podem comer e beber, e se a dieta influencia a qualidade ou a quantidade do leite materno. A professora de Nutrição do IBMR, Letícia Paolino, esclarece que não é necessário buscar uma alimentação “perfeita” para garantir o aleitamento, pois o organismo materno possui mecanismos eficientes para a produção de leite.

Letícia explica que a alimentação da mãe pode afetar alguns componentes do leite, como vitaminas e minerais, além de contribuir para a saúde e o bem-estar da mulher durante a lactação. No entanto, a quantidade de leite produzida está mais relacionada à frequência e à eficácia da sucção do bebê do que aos alimentos consumidos pela mãe.

Fatores que influenciam a produção de leite

“Quanto mais o bebê mama e ocorre o esvaziamento adequado das mamas, maior é o estímulo para a produção de leite”, afirma a nutricionista. Ela ressalta que, em casos de desnutrição materna grave, a produção láctea pode ser comprometida, mas fora desse cenário, não há alimentos específicos que aumentem o volume de leite por si só.

Dieta restritiva não é necessária na maioria dos casos

Letícia orienta que a lactante não precisa seguir uma dieta restritiva. Uma alimentação variada e equilibrada é a melhor estratégia para a saúde da mãe e do bebê. A retirada de alimentos, como o leite, deve ocorrer apenas com indicação clínica e acompanhamento profissional.

Durante a lactação, alguns nutrientes merecem atenção especial, como ômega-3, iodo, cálcio, zinco, proteínas, ferro, vitamina D e vitaminas do complexo B. A dieta pode incluir frutas, verduras, legumes, cereais integrais, fontes de proteína e peixes ricos em ômega-3.

Hidratação e consumo de café

Manter uma boa hidratação é importante, consumindo água ao longo do dia e respeitando a sensação de sede, especialmente durante as mamadas. No entanto, beber grandes quantidades de água não aumenta a produção de leite, que depende principalmente da sucção frequente do bebê.

O consumo moderado de café costuma ser seguro, mas excessos podem deixar o bebê mais irritado ou alterar seu sono. Bebidas energéticas, mate, chá preto, guaraná e refrigerantes à base de cola devem ser consumidos com cautela, pois podem conter doses elevadas de cafeína e outras substâncias cuja segurança durante a lactação nem sempre é comprovada.

Restrições alimentares e suplementações devem ser avaliadas individualmente e acompanhadas por um profissional de saúde, priorizando uma rotina nutritiva e sem culpa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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