Colchão certo pode melhorar o sono e o bem-estar
Estudos relacionam a qualidade do sono à saúde mental e apontam como densidade, firmeza e desgaste do colchão influenciam o descanso.
Uma noite mal dormida pode afetar o humor, a disposição e a percepção de estresse. Mais do que uma questão de conforto, a qualidade do sono também está relacionada à saúde mental: uma revisão publicada na revista BMC Public Health apontou que melhorar o descanso contribui para reduzir sintomas de ansiedade e depressão.
A análise reuniu 54 pesquisas e 10.196 adultos. O resultado não significa que trocar o colchão trate transtornos de ansiedade ou depressão, mas reforça a importância de observar os fatores que podem atrapalhar o sono — entre eles, o suporte oferecido pela cama.
Firmeza e densidade fazem diferença
Uma pesquisa publicada em 2024 na revista Health Science Reports acompanhou, durante oito semanas, adultos com sintomas ocasionais de insônia que passaram a utilizar um colchão de firmeza média. O grupo apresentou melhora significativa na qualidade do sono e no humor, além de redução nos níveis de estresse percebidos.
De acordo com Jeziel Rodrigues, especialista do sono da Anjos Colchões & Sofás, a densidade deve ser compatível com o peso e a altura de quem vai usar o colchão. “O ideal é que o colchão seja compatível com o peso e a altura de quem vai utilizá-lo, evitando modelos excessivamente macios ou rígidos demais. A densidade correta faz toda a diferença para a qualidade do sono e também para a saúde da coluna”, afirma.
Na prática, o colchão não deve fazer o corpo afundar demais nem deixar regiões como ombros e quadris sem apoio. Espuma, molas e látex oferecem características diferentes, e alguns modelos ainda contam com tecidos antiácaro e sistemas de ventilação.
Quando é hora de trocar o colchão?
A Fundação do Sono recomenda substituir o colchão após seis a oito anos de uso. Esse intervalo, porém, pode variar conforme o material, a rotina de uso e o estado de conservação da peça.
Um dos sinais mais claros de desgaste é perceber que o corpo afunda em determinados pontos. “Esse desgaste compromete o suporte das regiões de maior peso, como quadris e ombros. Quando isso ocorre, o colchão deixa de sustentar o corpo de forma equilibrada e perde sua função essencial de conforto e estabilidade”, explica Rodrigues.
- Observe se há deformações ou áreas permanentemente afundadas;
- Perceba se acorda com dores ou sensação de cansaço frequente;
- Considere o tempo de uso e o tipo de material;
- Teste se o corpo permanece apoiado de maneira equilibrada.
Escolher um colchão adequado não substitui avaliação médica ou psicológica em casos de ansiedade, depressão ou insônia persistente. Ainda assim, cuidar do ambiente de descanso pode ser uma medida útil dentro de uma rotina voltada ao sono e à qualidade de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



