São Paulo tem 124 parques e novas formas de viver o lazer

Expolazer 2026 debate parques acessíveis, áreas externas integradas à casa e tendências que podem mudar a experiência de lazer.

O lazer está deixando de ser visto apenas como um espaço de passagem. Parques públicos, varandas, quintais e áreas de piscina ganham novas funções: são ambientes para descansar, conviver, trabalhar, praticar atividades e aproveitar melhor o tempo livre. Essa transformação foi um dos principais temas da Expolazer & Outdoor Living 2026, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo.

O evento, que chega à 25ª edição e se encerra nesta sexta-feira (14), reúne empresas dos segmentos de piscinas, spas, lazer e wellness. Além de apresentar produtos e tendências, a feira funciona como ponto de encontro para negócios, networking e discussões sobre o futuro dos espaços de convivência.

Parques públicos ampliam seu papel nas cidades

São Paulo conta atualmente com 124 parques, sendo 21 inaugurados desde 2021. Segundo informações apresentadas na feira, esses espaços são divididos entre parques urbanos, lineares e unidades de conservação.

O Parque do Carmo ilustra o aumento da procura por áreas públicas de lazer. O local recebia, em média, entre 80 mil e 90 mil pessoas em 2024. Hoje, a frequência está entre 350 mil e 400 mil visitantes. Durante a Festa das Cerejeiras, o movimento chega a 1 milhão de pessoas.

O crescimento também exige estrutura. A Prefeitura de São Paulo destinou R$ 90 milhões a um projeto de requalificação do Parque do Carmo, que inclui melhorias nos sanitários e nas áreas de lazer, reforço da segurança e unificação da identidade visual dos ambulantes.

Em Campinas, um diagnóstico de 2016 mostrou que, embora a cidade tivesse 87 m² de área verde por habitante, apenas 6,2 m² apresentavam função social efetiva e acessibilidade real. A resposta envolveu medidas como pisos drenantes, biovaletas, mobilidade ativa, agricultura urbana e recuperação de áreas próximas a rios.

Áreas externas viram extensão da casa

Outra tendência destacada na Expolazer é a transformação de quintais, varandas e jardins em ambientes de convivência. A proposta é levar para fora de casa o conforto, a estética e a funcionalidade dos espaços internos.

Entre as soluções apontadas estão móveis modulares para áreas compactas, cozinhas ao ar livre, pergolados, iluminação, sombreamento, aquecimento e decoração. Também cresce a busca por materiais resistentes às intempéries e alternativas com menor impacto ambiental.

Para quem gosta de receber, descansar ou criar uma área de pausa em casa, a mudança amplia as possibilidades de uso do espaço — sem limitar o ambiente externo à manutenção de plantas ou à instalação de uma piscina.

Negócios e tecnologia também movimentam o setor

Expositores relataram negócios fechados, contatos internacionais e lançamentos durante a feira. A Fibratec informou ter contabilizado mais de R$ 500 mil em negócios nos dois primeiros dias e meio do evento.

A Associação Nacional das Empresas e Profissionais de Piscinas (ANAPP) também anunciou projetos para o segundo semestre de 2026 e o início de 2027, incluindo uma busca por CEP para localizar profissionais associados e capacitados. A entidade ainda prepara Selos de Qualidade para produtos químicos, geradores de cloro e tampas de ralo antiaprisionamento.

As discussões apresentadas no evento indicam que o futuro do lazer combina bem-estar, acessibilidade, sustentabilidade, relacionamento e tecnologia — com impacto direto na forma como as pessoas aproveitam a casa e a cidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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