Cansaço persistente: quando investigar a falta de energia

Fadiga que não melhora com descanso pode estar ligada ao sono, à alimentação, à cafeína ou a condições que exigem avaliação médica.

Sentir a energia acabar no meio do ano pode parecer apenas consequência de uma rotina intensa. Mas, quando a exaustão continua mesmo após uma noite de sono ou um fim de semana de descanso, o sinal merece atenção: a fadiga persistente pode estar relacionada a hábitos, deficiências nutricionais ou condições que precisam de investigação médica.

Segundo a médica nutróloga Dra. Sandra Fernandes, da Kora Saúde, é importante diferenciar o cansaço esperado depois de dias puxados de uma sensação de esgotamento que se transforma em rotina. “Quando a pessoa está constantemente cansada, mesmo depois de dormir ou diminuir o ritmo, é importante investigar o que pode estar acontecendo”, explica.

O café pode piorar o ciclo de exaustão

Com pouco descanso, é comum tentar compensar a falta de disposição com mais café, bebidas energéticas e outros estimulantes. A estratégia pode até aumentar a sensação de alerta por algum tempo, mas não resolve a causa do cansaço.

Além disso, o consumo excessivo de cafeína pode provocar taquicardia, elevar a ansiedade e prejudicar ainda mais o sono. “Muitas vezes, a pessoa está cansada, aumenta muito o consumo de café ou começa a utilizar energéticos para conseguir dar conta da rotina. Esse excesso de cafeína pode provocar taquicardia, aumentar a ansiedade e acabar prejudicando ainda mais o sono, criando um ciclo difícil de interromper”, alerta a nutróloga.

Alimentação e sono também influenciam a disposição

Refeições feitas às pressas, excesso de alimentos ultraprocessados, consumo elevado de açúcar e gorduras e bebidas alcoólicas em excesso podem contribuir para uma rotina menos equilibrada. De acordo com Sandra, a alimentação deve ser observada como um conjunto, e não apenas como a escolha de um alimento “energético”.

Deficiências de vitaminas do complexo B, vitamina D, ferro e magnésio também podem afetar a produção de energia pelo organismo. Isso não significa, porém, que suplementos devam ser usados por conta própria. A necessidade de reposição precisa ser avaliada por um profissional de saúde.

O sono é outro ponto central. Além de favorecer a recuperação do corpo, ele participa da regulação hormonal e da consolidação da memória. Por isso, dormir mal e tentar “empurrar” o dia com estimulantes pode prolongar o problema.

Quando procurar ajuda médica?

Se a fadiga durar semanas, afetar a memória ou vier acompanhada de outros sintomas físicos, a orientação é buscar avaliação médica. Entre as possibilidades que podem ser investigadas estão anemia, hipotireoidismo, deficiências vitamínicas e esgotamento associado à Síndrome de Burnout.

Enquanto isso, vale priorizar comida de verdade, atividade física regular, sono reparador e momentos de lazer. “Não devemos simplesmente atribuir uma fadiga persistente ao estresse sem procurar entender a causa”, ressalta Sandra.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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