Sarampo: 24 casos em 2026 reforçam alerta sobre vacinação
Casos confirmados em São Paulo e no Rio de Janeiro destacam a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada
O sarampo voltou a ser motivo de alerta no Brasil em 2026, com 24 casos confirmados até o momento, sendo 23 em São Paulo e um no Rio de Janeiro. A confirmação de uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus reacende a importância da vacinação e da conferência da caderneta vacinal.
As investigações epidemiológicas continuam em andamento, e os casos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida. O Ministério da Saúde orienta a vacinação para todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos, conforme o calendário vigente e a situação epidemiológica.
Transmissão e contágio
O sarampo é causado por um vírus do gênero Morbillivirus e é transmitido por meio de secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Em ambientes fechados, o vírus pode permanecer suspenso no ar por até duas horas, o que explica sua alta capacidade de transmissão.
De acordo com a infectologista Dra. Michelle Zicker, do São Cristóvão Saúde, o sarampo está entre as doenças mais contagiosas conhecidas. “Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para mais de 90% das pessoas suscetíveis que estejam próximas”, explica.
A especialista destaca que, apesar do Brasil manter o status de país livre da circulação endêmica do vírus, a ocorrência de casos importados e cadeias de transmissão demonstra que o risco de reintrodução permanece, especialmente em grandes centros urbanos e regiões com intenso fluxo de pessoas vindas de outros países.
Sintomas e complicações
Os primeiros sintomas do sarampo incluem febre alta (acima de 38,5 °C), tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar intenso. Após alguns dias, surgem manchas avermelhadas na pele (exantema), inicialmente no rosto e atrás das orelhas, que se espalham pelo corpo.
Embora muitas pessoas se recuperem sem sequelas, o sarampo pode causar complicações graves, principalmente em crianças menores de cinco anos, gestantes, idosos e pessoas com baixa imunidade. Entre as complicações estão pneumonia, otite, diarreia, encefalite e, em casos mais graves, óbito. Existe ainda uma complicação rara e grave chamada Panencefalite Esclerosante Subaguda (PEES), que pode surgir anos após a infecção.
Vacinação: quem deve se proteger
A vacinação contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio das vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). A dupla viral (sarampo e rubéola) pode ser usada para bloqueio vacinal em situações de surto.
- Crianças devem receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, com a tetraviral ou tríplice viral, aos 15 meses;
- Pessoas de 7 a 29 anos devem ter duas doses registradas;
- Adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose documentada;
- Profissionais de saúde devem comprovar duas doses, independentemente da idade.
Em locais com surto, a vacinação pode ser indicada para crianças de 6 meses a menores de 1 ano. Pessoas imunocomprometidas devem ser avaliadas individualmente por um médico antes da imunização.
Dra. Michelle Zicker reforça que não existe tratamento específico para o sarampo, e que a prevenção por meio da vacinação é a principal ferramenta para evitar o adoecimento e a circulação do vírus. Em caso de dúvidas sobre o esquema vacinal, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para atualização.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



