Câncer colorretal: 5 mitos e verdades para entender
Relato de Lúcio Mauro Filho reforça a importância do rastreamento; veja sinais de alerta, fatores de risco e dúvidas sobre a doença.
O relato de Lúcio Mauro Filho sobre a descoberta de um câncer colorretal durante um check-up na pandemia chamou atenção para uma doença que pode permanecer silenciosa no início. Em entrevista ao podcast Alt Tabet, o ator contou que investigou a própria saúde depois de ter covid e descobriu um tumor no intestino no fim de 2020. Segundo ele, a doença está em remissão.
“Quando eu faço esse check-up, cara, aí descobri um câncer no intestino. Eu nunca contei isso pra ninguém”, afirmou Lúcio. A história reforça a importância de conversar com profissionais de saúde sobre rastreamento, especialmente quando há indicação individual.
O que é o câncer colorretal?
O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso, também chamado de cólon, ou no reto. De acordo com o material, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028 é de 53.810 casos da doença em homens e mulheres a cada ano.
Em cerca de 90% dos casos, o tumor se origina em pólipos, alterações que podem sofrer mudanças ao longo dos anos. Nem todo pólipo, porém, evolui para câncer. Quando identificado em uma colonoscopia, ele deve ser removido e analisado por um patologista.
Sinais de alerta
O oncologista Artur Ferreira, da Oncoclínicas, explica que alterações persistentes no funcionamento do intestino merecem atenção. Entre os sinais citados estão constipação, diarreia, fezes afinadas, sangue nas fezes, dor abdominal, massas palpáveis no abdome, perda de peso sem motivo aparente, fraqueza e fadiga.
A presença de um sintoma não significa, necessariamente, câncer. Ainda assim, mudanças fora do padrão devem ser avaliadas por um profissional, principalmente quando persistem.
5 mitos e verdades sobre a doença
- Todo paciente precisa usar bolsa de colostomia? Mito. A colostomia é indicada apenas em alguns casos e pode ser temporária ou definitiva, conforme a situação clínica e cirúrgica.
- Intestino preso aumenta o risco? Depende. A relação é considerada possível, mas os resultados são conflitantes. Idade, obesidade, sedentarismo, alimentação pobre em vegetais e rica em carne vermelha, diabetes e tabagismo têm maior importância entre os fatores citados.
- Homens são mais propensos? Verdade. A diferença existe, embora não seja grande o suficiente para mudar as diretrizes de rastreamento conforme o sexo.
- Ter um pólipo significa que o câncer aparecerá? Mito. Apenas uma pequena parcela dos pólipos evolui para tumores, mas a remoção e a análise são fundamentais.
- Excesso de carne vermelha e processada pode aumentar o risco? Verdade. O consumo elevado aparece entre os fatores associados à doença.
O tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, embolização ou ablação, além de quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo. A escolha depende da avaliação individual e da atuação de uma equipe multidisciplinar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



