Check-up do coração: quais exames são necessários?

Cardiologista destaca a importância da avaliação individualizada para prevenção de doenças cardiovasculares.

Realizar uma série de exames cardíacos anualmente pode parecer uma medida preventiva eficaz, mas nem sempre é necessário. A avaliação cardiológica deve levar em conta o histórico familiar, hábitos de vida, sintomas e fatores de risco individuais. A consulta médica é o primeiro passo para definir quais exames são adequados para cada pessoa.

As doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 30% dos óbitos anuais no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Muitas vezes, essas condições evoluem silenciosamente, o que torna o acompanhamento médico fundamental para identificar riscos e orientar a prevenção.

Exames que podem compor o check-up

Conforme a cardiologista Juliana Filgueiras, professora de Medicina na São Judas Unimonte, a seleção dos exames deve ser individualizada. “O check-up cardiológico deve ser individualizado. A consulta é o primeiro passo para avaliar fatores de risco, histórico familiar, hábitos de vida e possíveis sintomas. A partir dessa avaliação, o médico define quais exames são realmente necessários para cada paciente”, explica.

Entre os exames que podem ser solicitados estão:

  • Eletrocardiograma: avalia a atividade elétrica do coração e pode detectar alterações no ritmo.
  • MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial): monitora a pressão arterial por cerca de 24 horas, inclusive durante o sono, sendo útil para investigar e acompanhar a hipertensão.
  • Holter: registra continuamente os batimentos cardíacos durante as atividades diárias, indicado para investigar palpitações, tonturas e desmaios.
  • Ecocardiograma: ultrassom do coração que avalia a estrutura, funcionamento, câmaras, válvulas e capacidade de contração; com Doppler, analisa o fluxo sanguíneo.
  • Teste ergométrico: avalia o comportamento do coração durante esforço físico controlado, indicado especialmente quando há sintomas relacionados à atividade física.

Frequência dos exames

Nem todos precisam repetir esses exames anualmente. Pessoas sem sintomas e com baixo risco cardiovascular podem não necessitar de exames complementares frequentes. Já indivíduos com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, tabagismo, histórico familiar ou sintomas devem ter acompanhamento mais próximo.

“Mais importante do que realizar uma bateria de exames sem indicação é manter uma rotina de acompanhamento médico. O cardiologista consegue avaliar o risco cardiovascular e identificar quais medidas são necessárias para prevenir doenças ou acompanhar alterações já existentes”, afirma Juliana.

Sinais que merecem atenção

Dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações, desmaios e cansaço incomum durante esforços devem ser avaliados por um profissional. Além disso, a prevenção envolve hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado e controle do estresse.

O Dia do Cardiologista, celebrado em 14 de agosto, reforça a importância de cuidar do coração de forma contínua, com consultas regulares e exames indicados pelo especialista, evitando avaliações por conta própria.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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