Brasil avança para 12º lugar no ranking global de estudos clínicos
País registrou 51 estudos no primeiro trimestre de 2026, com 2,9% de participação global
O Brasil alcançou a 12ª posição no ranking global de estudos clínicos iniciados no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela Interfarma. No período, foram registrados 51 estudos, representando 2,9% da participação mundial. Esse avanço é significativo, considerando que o país estava na 18ª colocação ao final de 2025.
Entre 2020 e 2025, o Brasil havia subido três posições no ranking, chegando à 18ª colocação. No entanto, em apenas três meses de 2026, o país avançou cinco posições, chegando ao 12º lugar. Esse salto é atribuído principalmente à regulamentação da Lei da Pesquisa Clínica com Seres Humanos (Lei nº 14.874/2024), que foi detalhada pelo Decreto nº 12.651/2025, publicado em outubro de 2025.
Impactos da regulamentação na pesquisa clínica
A nova legislação trouxe maior clareza e segurança jurídica para pesquisadores, patrocinadores e participantes dos estudos clínicos. Antes da lei, as normas estavam dispersas em resoluções, o que gerava insegurança e prazos longos para aprovação dos estudos, prejudicando a competitividade internacional do Brasil.
Fernando de Rezende Francisco, diretor executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO), destaca que o marco regulatório e sua regulamentação foram fundamentais para o avanço do setor. Ele ressalta também o papel da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde e da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP) na liderança desse processo.
Benefícios para pacientes e para o país
A pesquisa clínica é essencial para testar a eficácia e segurança de novos tratamentos, medicamentos e vacinas. Para os pacientes, especialmente aqueles com doenças complexas, a expansão desses estudos pode significar acesso a novas opções terapêuticas e esperança de melhora na qualidade de vida.
Além disso, o desenvolvimento da pesquisa clínica pode contribuir para a redução das filas no Sistema Único de Saúde (SUS), gerar empregos, atrair investimentos estratégicos e impulsionar o crescimento econômico e científico do país.
Atualmente, mais de 40 mil pessoas participam anualmente de ensaios clínicos no Brasil, número que pode dobrar com o avanço dos investimentos e a continuidade das melhorias regulatórias.
Perspectivas para o futuro
A expectativa da ABRACRO é que o Brasil entre no Top 10 do ranking mundial de estudos clínicos iniciados nos próximos anos. O país conta com cientistas qualificados, diversidade genética e agora um ambiente regulatório mais claro e eficiente, fatores que podem consolidar sua posição como referência em pesquisa clínica.
Esse cenário pode atrair mais investimentos e transformar a vida de pacientes que encontram nos estudos clínicos uma alternativa para tratamentos inovadores.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



