Paternidade ativa fortalece vínculos e equilibra rotina familiar
Participação emocional e prática dos pais contribui para o bem-estar das crianças e alivia a sobrecarga mental em casa
O envolvimento dos pais no cuidado emocional e nas tarefas diárias é fundamental para o desenvolvimento saudável dos filhos e para o equilíbrio do ambiente familiar. Segundo o psicólogo Emerson Marques, da UBS Jardim Eledy, unidade da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo gerenciada pelo CEJAM, a paternidade ativa vai além da simples presença física ou divisão de tarefas domésticas.
“Ela se constrói na disponibilidade para participar da vida da criança, brincar, ouvir, acolher emoções e compartilhar os cuidados diários”, explica Marques. São essas experiências repetidas que ajudam a criança a desenvolver autoestima, confiança e a capacidade de estabelecer relações saudáveis.
Construindo vínculos no cotidiano
Atitudes como brincar, conversar sem distrações, acompanhar os cuidados de saúde e demonstrar interesse genuíno pelo que a criança sente são essenciais para formar uma relação de confiança. O psicólogo destaca que o vínculo não depende de atos grandiosos ou ocasiões especiais, mas sim da presença consciente e constante.
Corresponsabilidade e equilíbrio familiar
O acúmulo das tarefas do dia a dia, como planejamento da rotina e cuidados com a saúde dos filhos, costuma recair desproporcionalmente sobre um dos membros do casal, geralmente a mãe, gerando sobrecarga mental. “Quando o pai assume esse lugar de forma ativa, toda a família é beneficiada”, afirma Marques.
O compartilhamento das responsabilidades reduz a sobrecarga mental, favorece uma relação mais equilibrada entre o casal e transmite aos filhos uma importante mensagem sobre cooperação e respeito.
Afeto e autoridade paterna
Além dos benefícios para as crianças, a participação ativa na paternidade pode impactar positivamente a saúde emocional dos próprios pais. Barreiras culturais ainda dificultam a expressão de sentimentos e vulnerabilidade por parte de muitos homens, mas a vivência da paternidade pode ampliar esse repertório emocional.
“Cuidar, acolher e demonstrar carinho não diminuem a autoridade de um pai; ao contrário, fortalecem sua presença na vida dos filhos e promovem sua própria saúde emocional”, orienta o psicólogo.
Marques ressalta que o cuidado afetivo não está restrito a um modelo familiar específico. Pais, mães, avós, padrastos, tios e outros cuidadores podem exercer essa função, desde que de forma consistente e acolhedora. O essencial para a criança é sentir-se vista, protegida, acolhida e valorizada.
Por fim, o especialista reforça que mais do que pais perfeitos, as crianças precisam de adultos disponíveis, capazes de reconhecer seus erros e construir relações baseadas em respeito, confiança e afeto, sem esperar por datas comemorativas para fortalecer esses laços.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



