Violência contra a mulher: sinais e onde buscar ajuda
Dados preliminares de 2025 mostram que 66,6% das notificações de violência no Paraná envolveram mulheres; veja como buscar acolhimento.
Reconhecer os primeiros sinais de violência pode ser decisivo para interromper um ciclo de abusos. No Paraná, dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que 37.411 registros envolveram mulheres em 2025 — o equivalente a 66,6% das 56.111 notificações de violência interpessoal e autoprovocada no estado.
Os números foram destacados pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) durante o Agosto Lilás, campanha de conscientização que, em 2026, marca os 20 anos da Lei Maria da Penha. A orientação é que a atenção à violência contra a mulher não fique restrita ao mês de agosto, mas faça parte do cuidado durante todo o ano.
Violência também pode acontecer dentro de casa
De acordo com a Divisão de Promoção da Cultura de Paz e Ações Intersetoriais (DVPAZ), 70% das ocorrências registradas — 39.277 casos — aconteceram na residência da pessoa em situação de violência.
O dado reforça a necessidade de ampliar a prevenção e o acolhimento no ambiente doméstico, onde a agressão pode ser mais difícil de identificar e denunciar. Nem sempre a violência deixa marcas visíveis: ameaças, controle, humilhações, isolamento e retenção de dinheiro também são sinais de alerta.
Quais são as formas de violência?
A Lei Maria da Penha reconhece cinco formas de agressão contra a mulher:
- violência física;
- violência psicológica;
- violência sexual;
- violência patrimonial;
- violência moral.
A Sesa também explica que a violência doméstica pode se apresentar em um ciclo: primeiro, surge o aumento da tensão, com ameaças e controle; depois, acontece o episódio de explosão, como uma agressão; por fim, vem uma aparente reconciliação. A repetição desse padrão pode dificultar o rompimento da situação.
Onde buscar acolhimento no Paraná
Ao identificar sinais de violência, a orientação é acolher a mulher sem julgamentos, informar sobre os serviços disponíveis e fortalecer a rede de proteção. A Rede de Atenção à Saúde oferece atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA), hospitais, pronto-socorros, SAMU e SIATE.
Em situações de violência sexual, há hospitais de referência para cuidados clínicos imediatos e suporte psicológico. Os serviços de saúde atuam de forma integrada e sigilosa, conforme as orientações da Sesa.
Em caso de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Para denúncias ou orientações, o canal indicado é a Central de Atendimento à Mulher, pelo Ligue 180.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



