Licença parental de 6 meses ganha força no mercado de trabalho

Com nova lei sobre licença-paternidade, empresas ampliam benefícios para apoiar famílias e atrair profissionais em busca de mais equilíbrio.

Ter tempo para cuidar de um bebê, acompanhar uma adoção ou reorganizar a rotina familiar ainda depende, para muitas pessoas, das políticas oferecidas pelas empresas. Em meio à discussão sobre a ampliação da licença-paternidade no Brasil, a licença parental igualitária aparece como um benefício capaz de impactar não apenas os pais, mas também a divisão de responsabilidades dentro de casa.

A Opella, empresa responsável por marcas como Novalgina, Dorflex e Allegra, oferece desde 2020 uma licença parental igualitária de até seis meses para seus colaboradores. A política é válida para diferentes configurações familiares, incluindo casais LGBTQIA+ e adoção, independentemente do gênero dos responsáveis.

O que muda com a nova lei

Em abril de 2026, foi sancionada a Lei 15.371/2026, que regulamenta a ampliação da licença-paternidade no país. Atualmente com cinco dias, o benefício deverá crescer gradualmente a partir de 2027 até chegar a 20 dias em 2029.

A norma também prevê a aplicação a diferentes estruturas familiares, como casais homoafetivos e casos de adoção unilateral. Na prática, a mudança amplia o reconhecimento de que o cuidado com os filhos não deve ser associado exclusivamente às mães.

Equilíbrio pesa na permanência no emprego

O tema também se conecta a uma preocupação comum entre profissionais: como manter a carreira sem abrir mão da vida familiar. O relatório WorkMonitor 2026, da Randstad, aponta que a remuneração é o principal atrativo para aceitar uma proposta, mencionada por 81% dos talentos.

Na hora de permanecer no cargo, porém, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal aparece à frente do salário: 46% citam esse fator como principal motivo de retenção, enquanto 23% mencionam a remuneração.

De acordo com a Opella, mais de 50 colaboradores já utilizaram a licença parental oferecida pela empresa, com aproximadamente 80% de adesão. Fernanda Palmer, diretora de Pessoas e Cultura da companhia, afirma que a política foi criada para apoiar diferentes configurações familiares e fortalecer uma cultura de cuidado e bem-estar.

Mais tempo de presença para a família

O operador farmacêutico Paulo Henrique da Silva, da fábrica de Suzano, relatou a experiência com o benefício: “Poder ficar em casa nos primeiros meses do meu filho mudou completamente a forma como vivencio a paternidade hoje. Foi um período muito especial, e ter esse tempo proporcionado pela empresa fez toda a diferença para apoiar minha família em um momento tão importante.”

Para as mulheres, políticas desse tipo podem representar uma mudança importante na divisão do cuidado e na volta ao trabalho após a chegada dos filhos. Quando pais e outros responsáveis têm tempo garantido para participar da rotina, a responsabilidade familiar deixa de pesar de forma tão desigual sobre as mães.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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